19 Apr 2014

Built on Glass: obrigada, Chet Faker


Chet Faker já tinha anunciado o disco de estreia há algum tempo. Andávamos à espera deste álbum (e a passar o tempo a ouvir as colaborações com Flume) desde que o músico australiano começou a dar que falar com a sua versão de 'No Diggity'.

Já tínhamos ouvido 'Talk is Cheap', single de avanço, e tínhamos gostado da música e do vídeo. Mas ninguém estava preparado para um trabalho tão bom, assim, à primeira.


Built on Glass tem tudo bem feito. (Até uma edição em vinil que é um mimo.) Entra-se com 'Release Your Problems' e é mesmo isso que acontece. Nas onze músicas que se seguem não há lugar para preocupações ou más disposições. Existe apenas a voz profunda de Chet Faker do lado de lá, uns beats bem pensados e muita soul. Dizer que é música para relaxar é redutor porque, na verdade, o que ela faz é transportar-nos para um universo paralelo em que é impossível não reparar nos infinitos pormenores de cada faixa. E parece ter havido tempo para tratar cada um desses pormenores, como se este fosse um disco sem pressas nenhumas.

'Gold' vai tornar-se viral em breve, sem dúvidas. 'Cigarettes & Loneliness', por outro lado, deverá ficar longe das rádios (afinal, são quase oito minutos de divagações com variações melódicas inconsistentes; brilhante). 'Dead Body' é a última e, até agora, uma das preferidas.

Oiçam, a sério.

A after-party dos Broken Bells


Aquele momento em que percebes que um dos gajos dos Broken Bells é, na verdade, o gajo dos The Shins.

É verdade. James Mercer é metade dos Broken Bells e, com Danger Mouse, dá vida ao projecto que produziu um dos discos mais interessantes deste ano: After the Disco. E é mesmo perfeito para isso. Este álbum é um conjunto de músicas "mellow" que não chegam a tornar-se pegajosas Em vez disso, mantêm-nos no universo psicadélico da electrónica (aqui, a disco), um limbo entre a trip e a ressaca. São músicas que nos agarram e deixam a flutuar sem nunca cair.



PS. 'Angel and The Fool' faz parte deste trabalho e é uma das músicas mais bonitas deste ano. Procurem por aí, que vídeos não há muitos.

Documentários da Pitchfork. O quê?!

Parece que existem umas coisas que são os documentários da Pitchfork que só agora descobri. Ouro.

RIP 285 Kent


Revolutions Per Minute: The State of the Vinyl Music Business


Andrew Bird: 'Hands of Glory'


Kendrick Lamar: Radio Run

Django Django contam-nos histórias de embalar


Com o Record Store Day a criar filas à porta das lojas de discos um dia antes do arranque oficial, viramos atenções para os lançamentos especiais que chegam com o terceiro sábado do mês de Abril, esse que já é conhecido como um dos melhores dias para os fanáticos da música.

A editora independente Night Time Stories tem vindo a convidar vários artistas para participarem nas colectâneas Late Night Tales e o mote deles convence qualquer um: "music and stories worth staying up for". A ideia é simples: a curadoria de cada edição, em cada ano, é entregue a um artista convidado. Cabe-lhe ainda a tarefa de incluir na tracklist uma cover feita por si.

Este ano, são os Django Django os responsáveis pela Late Night Tales, uma lista que vai incluir nomes como Philip GlassThe Beach BoysMassive AttackTNGHT e Outkast quando for divulgada, a 12 de Maio. Os britânicos escolheram 'Porpoise Song' dos The Monkees e a sua versão psicadélica ficou assim.



As últimas edições da colectânea foram entregues a ilustres convidados como The Flaming Lips (2005), Belle & Sebastian (2012), Nouvelle Vague (2007), Matt Helders (Arctic Monkeys, 2008), MGMT (2011), Metronomy (2012), Friendly Fires (2012) e Bonobo (2013). 

Uma preview do álbum curado pelos Django Django pode ser ouvida aqui.

16 Apr 2014

Forest Swords e Fuck Buttons passam por Lisboa em Maio

Forest Swords

Para quem anda distraído, aqui ficam duas recomendações de concertos que vão de certeza passar despercebidos à maioria. E depois, no próximo ano, quando estes artistas aparecerem no Optimus Alive ou noutro palco grande, vão pensar "ah, já tinham vindo a Portugal? Nem soube". Já, sim senhor.

Forest Swords

Musicbox
6 Maio, 22h30
€10

Para a Pitchfork, Engravings é digno de um 8.5 nas reviews do guru da música alternativa. O disco de de Forest Swords, projecto do produtor britânico Matthew Barnes, é uma das grandes promessas da electrónica experimental. A mistura é interessante: do hip hop ao dubstep, passando pelo R&B e com toques de pós-rock e breakbeats. As etiquetas são desnecessárias. O que é preciso saber é que Forest Swords sobe ao palco do Musicbox no dia 6 de Maio, logo depois da actuação de Black Koyote (José Alberto Gomes).





Fuck Buttons
Lux Frágil
22 Maio, 23h00
€15

A Pitchfork foi ainda mais generosa com Slow Focus, disco do duo Fuck Buttons, formado por Andrew Hung e Benjamin Power. Deu-lhe 8.7 e lançou para a ribalta este projecto que pende tanto para o experimental quanto para o psicadélico.



Muita curiosidade para ver estes dois nomes. Depois não digam que não avisei.