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24 Nov 2012

Talkfest ’13: falar de música com música



Texto originalmente publicado em Look Mag
Por que é que há cada vez mais pessoas nos festivais de música? De onde vem o interesse das marcas nestes eventos? Os festivais portugueses vão crescer ou entrar em declínio? Estas perguntas vão estar em destaque no Talkfest ‘13, ciclo de conferências e concertos para falar e ouvir boa música.
Depois do sucesso da primeira edição, o Talkfest regressa em 2013 e acontece 6 e 8 de Março no ISEG. Os oradores anunciados convencem a garantir já a entrada para o evento e incluem nomes como António Freitas (Antena 3 Rocks), Joaquim Albergaria (PAUS), Hunter Halder (Re-food), Rui Miguel Abreu (Antena 3/Blitz) e Zé Pedro (Xutos e Pontapés).
Num evento sobre música, não podiam faltar concertos e o cartaz juntou algumas das bandas nacionais de quem mais se fala ultimamente. E há razões de sobra para falar delas, mais ainda para as ver ao vivo na Aula Magna (por 10 euros).

Capitão Fausto (6 Março)
Tiveram uma ascensão meteórica e percebe-se porquê. Trouxeram uma lufada de ar fresco à música portuguesa com a sua pop progressiva e instalaram-se entre os nomes mais interessantes das bandas actuais. Gazela é o primeiro disco editado pelo grupo, do qual fazem parte Tomás Wallenstein, Domingos Coimbra, Manuel Palha, Francisco Ferreira e Salvador Seabra. Materializam influências de Arctic Monkeys, Beatles, Tame Impala, Jimi Hendrix e Pink Floyd.
Depois de um Verão preenchido com actuações em palcos importantes, desde o Super Bock Super Rock ao Paredes de Coura, sem esquecer o Bons Sons, continuam cheios de vontade de trabalhar. No último mês lançaram dois novos telediscos (‘Verdade’ e ‘Sobremesa’) e continuam a preparar o próximo álbum.


Salto (6 Março)
Do Porto têm chegado bandas de talento enorme e ímpar. Os Salto são um desses fenómenos recentes e trazem melodias frenéticas com refrões que ficam logo no ouvido. É música jovem com cor e muita qualidade. Guilherme Tomé Ribeiro e Luís Montenegro fazem misturas fora de série e música muito boa. Os primos formam a dupla que está a conquistar um lugar (merecido) no panorama nacional, daqueles que duram uma vida. Fazem-se acompanhar de Tito Romão na bateria.
O álbum homónimo está praticamente todo a rodar pelas rádios nacionais. Nas redes sociais, o campeão de partilhas mais recente é a remistura que os Salto fizeram do single ‘Verdade’, dos Capitão Fausto.


doismileoito (7 Março)
Também do Norte, os doismileoito não nasceram em 2008. Pedro Pode, Nicolau, André Aires e Bruno Testo fazem parte desta banda, cujo primeiro trabalho se conhece em 2009 com disco homónimo. Dele sobreviveram até hoje singles bem conhecidos como ‘Bem Melhor’.
Com a calma de quem constrói sabiamente um legado, lançaram, em 2011, Pés Frios. O segundo disco trouxe singles que vão sobreviver longos anos (‘Quinta-feira’, ‘Pés Frios’, ‘Conta Contigo’). Dizem de si próprios que fazem canções para cantar, “letras para entoar e melodias para assobiar ou trautear” Não há dúvida de que há aqui poesia e música boa.


Os Pontos Negros (7 Março)
Foram dos primeiros a repescar o roquenrole à portuguesa e a fazer dele moda recente. O karma trouxe-lhes uma recompensa de peso este ano, quando tiveram oportunidade de gravar nos estúdios de Abbey Road o seu mais recente trabalho. Chama-se Soba Lobi e foi editado pela Optimus Discos, onde está disponível para download gratuito. São mais dez histórias – gravadas nuns impressionantes três dias - contadas ao verdadeiro estilo d’Os Pontos Negros: em articulação plena de guitarras e palavras.
Jónatas Pires, Silas Ferreira, Filipe Sousa e David Pires andam a promover este que é já o seu quarto disco de originais. A 13 de Outubro, montaram festa rija no Ritz Clube para a apresentação oficial de Soba Lobi.


PAUS (8 Março)
Foi depois da actuação brilhante no Optimus Alive ’12 que o nome PAUS começou a ser mais comentado, cá e lá fora. Nada mais merecido para a banda de Joaquim Albergaria, Hélio Morais, Makoto Yagyu e João Pereira. As baterias dominadas por Joaquim Albergaria e Hélio Morais lançam as bases ritmadas e poderosas do som verdadeiramente único dos PAUS; não há um vocalista definido e as poucas vozes que se ouvem nas músicas são abafadas pelos instrumentais. (Não foi à toa que a NME destacou a banda com uma entrevista depois do concerto do Alive.)
Verdade é que, mesmo com um repertório pequeno, os PAUS já tocaram em todos os grandes festivais em Portugal e têm tido concertos muito concorridos. Foi assim que encontram também um CCB, a 26 de Outubro, onde o álbum de estreia, homónimo, se apoderou do alinhamento.


O Urban Blues sugere:
Para celebrar os escassos raios de sol: 'A While Can Be a Long Time', You Can't Win, Charlie Brown
Para ler um livro à frente da lareira: ‘Airports & Broken Hearts’, Walter Benjamin
Para ouvir a caminho das manifestações: ‘Que Força É Essa’, B Fachada (Minta/João Correia)
Para aprender até ao Vodafone Mexefest: ‘Buffalo’, Alt J feat. Mountain Man

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Our collaboration with Look Mag in November speaks about an upcoming event about music festivals that happen in Portugal. Not only there are more and more festivals but also they are being recognised out there for their great line-ups and ambience.


Talkfest '13
will take place between March 6th and 8th. Lots of guests will talk about their experiences in the music industry.

Such a music event couldn't happen without some of the most exciting bands right now. Paus, Capitão Fausto, Os Pontos Negros, Salto and doismileoito will be performing at Aula Magna, for 10 euros a night. Check the videos above to get to know the Portuguese bands.

21 Oct 2012

Todos os dias da música


Texto originalmente publicado em Look Mag

O mês arrancou com uma celebração especial. A 1 de Outubro comemora-se o Dia Mundial da Música e, este ano, a festa portuguesa aconteceu na Antena 3.

Durante todo o dia, uma emissão especial recebeu nos estúdios da rádio alguns dos artistas portugueses que andam a dar que falar.

Filipe Pinto inaugurou as actuações. Vencedor do Ídolos, o músico anda a percorrer o país para tocar o primeiro single, ‘Insónia’, e apresentar Cerne, o disco de estreia.



The Weatherman, ou Alexandre Monteiro, apresentou-se em modo one-man band na Antena 3 mas levou consigo todo um universo de colaborações, que incluem nomes como André Tentugal (We Trust), instrumentos e dois álbuns já lançados. ‘Proper Goodbye’ é o novo single deste Paul McCartney à portuguesa.



Os Capitão Fausto prestaram tributo à música portuguesa com o tema ‘Zécid’. A banda fez uma pausa na gravação do segundo disco para estar presente no Dia Mundial da Música, enquanto ainda está a divulgar o álbum de estreia – acaba de ser lançado o teledisco do segundo single, ‘Verdade’.



Capicua anda a brilhar no hip hop português. Entre as rimas da poesia e as do rap, a MC do Porto lançou disco homónimo que conta com beats de D-One, Ruas, Sam the Kid, Xeg e Nelassassin e garante-lhe um lugar de destaque na cena portuguesa.


Os HMB, banda recente que recuperou a soul portuguesa, aproveitaram a ocasião para tocar ‘Dia D’, o single mais conhecido. Também recente é a nova música do grupo, ‘CDQP (Culpa de Quem Pariu)’ que, a alinhar com o tom interventivo que muitas bandas assumiram nos últimos tempos, reúne várias caras conhecidas a perguntar de quem é a culpa.



Miguel Araújo, autor de uma das músicas que mais se ouve nas rádios, anda a mostrar a sua faceta de cantautor de estórias e ironias. ‘Fizz Limão’ seguiu ‘Os Maridos das Outras’ e mantêm o guitarrista d’Os Azeitonas entre os nomes mais interessantes da nossa música, razão pela qual Miguel Araújo foi chamado a comparecer na festa da Antena 3.



Os Best Youth levaram a sua indie pop sussurrante aos estúdios da rádio e deixaram vontade de novo material. Enquanto não chega um segundo disco, é possível encontrar Catarina Salinas e Ed Rocha Gonçalves no projecto ambulante There Must Be A Place, com André Tentugal.



Os Beatbombers são Stereossauro e DJ Ride (que acaba de editar um novo álbum pela Optimus Discos), dupla reconhecida dentro e fora do país. ‘Tuga Breakz’ data de 2011 e esteve na celebração da música, a 1 de Outubro.



No mesmo dia, teve início o festival Música a Metro, com acompanhamento especial da Antena 3 – mais uma razão pelas quais esta é uma das melhores rádios portuguesas. Fechá-la, como tem vindo a ser comentado, seria um erro fatal.

No dia seguinte, ao ligar o rádio apeteceu que fosse um novo dia da música – uma celebração constante, repetida todos os dias.

O Urban Blues recomenda:
Para os dias de chuva e mantas no sofá: ‘All That I Wanted’, David Fonseca
Para antecipar o regresso a Portugal: ‘Hazelton’, Justin Vernon (Bon Iver)
Para ver acontecer história: ‘Dia Mau’, Ornatos Violeta
Para aumentar o volume sem limites: ‘Deixa-me Ser’, Paus
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This is the month dedicated to music. On October 1st, the national radio Antena 3 planned a special celebration of the International Music Day with several Portuguese artists.

All day long, the bands and singers went to the radio's studios to play live some of their latest works as well as to state a few words on the importance of music to them.

Filipe Pinto is the winner of one edition of the Portuguese Idol. He is now releasing his first album, Cerne, from which he took the first single, 'Insónia'.

The Weatherman is Alexandre Monteiro, a one-man band working on his third record. 'Proper Goodbye' is the first single of the new album which is certainly going to give The Weatherman some well earned time in the spotlight.

Capitão Fausto payed an homage to Portuguese music by playing ‘Zécid’ (the title of this song relates to José Cid, a well known national artist). The band took a break from recording their second album while their still promoting the first one, Gazela. In fact, they just released the video for a new single from that album, entitled 'Verdade'.

Capicua is the new shining star in Portugal's hip hop scene. By mixing poetry and rap, this MC from Porto has just released her self titled album, with some help from D-One, Ruas, Sam the Kid, Xeg and Nelassassin on the beats.

HMB are replacing soul in Portugal's music. 'Dia D' is their most known single and ‘CDQP (Culpa de Quem Pariu)’ is expect to match that given its social and political tone.

Miguel Araújo is the author of one of the songs that has playing on repeat in every radio. ‘Os Maridos das Outras’ and ‘Fizz Limão’ belong to the debut album of this storyteller.

Best Youth whispered their indie pop at the studio. The band from Porto paired up with We Trust's André Tentugal to put together the joint tour There Must Be A Place.

Beatbombers is the DJ duo of Stereossauro and DJ Ride (who has just released a new record with Optimus Discos). 'Tuga Breakz’ was out in 2011 and has awarded Beatbombers a reputation, both in and outside of the country.

Antena 3 proved once again to be one of the best national radio stations. To shut it down, as some rumours point out to be possible, would be a shame.
 
Check the videos of the performances above to get to know some of the best things that are happening in Portuguese music right now.

28 Sept 2012

A 'Verdade' dos Capitão Fausto

Há vídeo novo dos Capitão Fausto. 'Verdade' faz parte do disco de estreia da banda e é o segundo single oficial.
 
Verdade é que praticamente todas as músicas dos Capitão Fausto já tocam nas rádios e, depois de um Verão com concertos marcantes (Super Bock Super Rock e Paredes de Coura, por exemplo), já apetece mais alguma coisa do material novo que a banda foi incluindo nos alinhamentos.

O sucessor de Gazela já está a ser preparado.


Realização e Montagem: Ricardo Oliveira
Argumento: Capitão Fausto e Ricardo Oliveira
Direcção de Fotografia e Pós-Produção de Imagem: André Costa
Produção: Vanda Noronha, Capitão Fausto e Ricardo Oliveira

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Capitão Fausto just released the video for their second single, 'Verdade'.
 
The band is working on the second album, following Gazela, one of the most successful records of the past couple of years in Portuguese music.

Almost every song in the album is playing at national radios and the band has performed at two of the most important festivals on Portugal (Super Bock Super Rock and Paredes de Coura).

10 Jul 2012

18º SBSR Dia 1: o Alabama no Meco

Fotografia de Sílvia Lopes

O cartaz prometia, o recinto também. No final do primeiro dia do 18º Super Bock Super Rock os melhores concertos não foram dos cabeças de cartaz e o recinto, coberto de relva, ficou longe de encher. Grandes expectativas tiveram um pontapé de saída morno, com Alabama Shakes a dar o concerto da noite.

Fica um arranque fraco em termos de público (18 mil pessoas, contou a organização), o que acabaria por dar o tom ao festival. Ficam alguns concertos que desiludiram, outros que surpreenderam, e as difíceis escolhas de optar por bandas sobrepostas no horário. Fica, sobretudo, uma reunião de espírito menos indie do que no ano passado, cheia de gente jovem com ar de Sudoeste para os lados do Meco. Hot Chip actuaram demasiado tarde para primeiro dia e, em especial, para uma quinta-feira, impossibilitando o público de ver tudo o que o bilhete comprou. Por aqui, fica o destaque de alguns concertos.

Salto (de gigante)
É preciso começar por dizer que os Salto saíram do anonimato há muito pouco tempo. Tiveram também pouco tempo para preparar o concerto no SBSR, uma vez que substituíram Pete Doherty à última hora. Posto isto, este duo do Porto esteve à altura do palco principal, dando um concerto muito próprio com o curto repertório que têm. O público, também ele reduzido, não aderiu como fará, certamente, daqui a alguns meses, altura em que conhecerão a sério o álbum que os Salto lançaram a 2 de Julho.

The Happy Mess, uma surpresa feliz
Banda portuguesa com ar de veterana, os The Happy Mess agradaram. Primeiro, pela surpresa de terem como frontman o jornalista da SIC Notícias, Miguel Ribeiro, que se apresentou numa faceta até agora desconhecida. Segundo, pela sonoridade rock com toque de old school que cativou os espectadores.

Os instrumentais dos Capitão Fausto
Têm os meses de trabalho e experiência que faltaram aos Salto. Num espectáculo cheio de música - os Capitão Fausto não actuam de outra maneira - conseguiram fazer o arranque que o SBSR merecia e pôr o pessoal a dançar com os singles mais rodados. Mas só na primeira parte, porque o pouco público que ali parava migrou para a outra ponta do recinto ao fim de meia hora, para ver Alabama Shakes. Numa segunda parte, houve muita música instrumental que fica melhor num concerto em nome próprio do que num festival.

From Alabama with love
Os Alabama Shakes fizeram do Palco EDP o centro do primeiro dia do festival. A banda de Alabama reuniu um dos maiores públicos daquele palco, em nada secundário. Brittany Howard é a vocalista que dá soul e presença às músicas do grupo, a atirar para o rock. Apresentaram o primeiro álbum, Boys & Girls, fizeram uma grande estreia em Portugal, converteram os que não os conheciam e agradaram aos que foram ao Meco com intenção de os ver. Foram um dos maiores sucessos do SBSR deste ano e cheira-me que hão-de voltar em breve.

Bloc Party sem festa
Pena de não ter visto os Bloc Party nos tempos de 'Banquet'. O público sentiu o mesmo, a julgar pela reacção aos primeiros acordes deste hit da banda de Kele Okereke. Foi a partir daqui que o concerto dos britânicos começou a aquecer, apesar de não ter chegado a ser memorável. O som continua a ser bom - uma das músicas novas que apresentaram soa aos primeiros anos da banda - mas a energia não foi a mesma.

Incubus, os veteranos
Apesar das críticas, pareceu-me um dos melhores concertos da noite. Não pela set list ou pelo espectáculo em si, mas pela adesão das primeiras filas, onde os fãs da banda que foram ao Meco de propósito para a ver vibraram do início ao fim. Muito por incentivo do vocalista Brandon Boyd,  um foco de energia (e estilo). Sim, havia ali muito de Red Hot Chili Peppers; sim, foi um mix complicado das músicas da banda. Mas nem por isso foi mau. (Imagino apenas o que a banda terá comentado ao ver-se a actuar para um recinto meio cheio.)

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The line-up was promising a great festival and so were the weather and the venue of the 18th Super Bock Super Rock, which took place from 5th to 7th July, at Meco, Lisbon. Despite the high expectations, the shows failed to be memorable and the venue was far from sold out. On the first day of the fest, Alabama Shakes (who weren't even playing at the main stage) were kings.

According to numbers released by the organisation there were 18 thousand people at Meco, on July 5th, a turnout that would be pretty similar on the following days. Some shows were disappointing, other were surprisingly good and yet others were happening at the same time in different points making it impossible for the crowd to fully experience everything their money bought. Fundamentally, the first day was marked by a young spirit, quite young actually, and a less indie vibe than it was expected. Hot Chip played far too late for a kick off day, especially being Thursday. Here's something about some of the shows.

Salto
In Portuguese, Salto means to jump or a jump. Well, that was precisely was these guys from Porto did at SBSR. They are quite a young band, with little experience, and have a short repertoire. That being said, they did really good considering they were called out last minute after Pete Doherty cancel his performance to go into rehab. Not many people were at in front of the stage but those who were, certainly, came out delighted with Salto's act. The band released their first album on July 2nd, with the same name.

The Happy Mess, a happy surprise
Surprised by: 1) they're Portuguese and I hadn't heard of them; 2) they play an old rock vibe; and 3) their frontman, Miguel Ribeiro, is a journalist at the TV station SIC Notícias. Nice show.

Capitão Fausto and their instrumental music
They have the experience that Salto were lacking. They put on a great show, full of music instead of songs - that's how they do it. They were the first ones to bring the party to the fest and to make people dance to their most recognised singles. But the crowd migrated to the secondary stage on the second part of the show. Two reasons, I see: they went to see Alabama Shakes and they lost interest in the psychedelic delirium of Capitão Fausto's instrumental music, less likely to please a festival atmosphere.

From Alabama with love
Alabama Shakes turned Palco EDP stage into the main stage for the night. The Southern band had quite a turnout on their first time in Portugal, presenting their debut album Boys & Girls. Brittany Howard is an amazing vocalist and she adds soul to the rock-ish vibe of the band. With such a success I expect them to be back soon.

Bloc Party with no party
I would like to have seen Bloc Party from the 'Banquet' era. And I think the crowd would to, judging by their reaction to the first chords of this hit. Only from that moment the band warmed up, though failing to present an energetic show. The still sound good but something was missing.

Incubus, the veterans
They were criticised by the set list they brought. But for me it was one of the best shows of the night. Not for the set list and not for the show, but by the reaction of the fans piled up in the front rows. Brandon Boyd is an excellent host, a ball of energy. Yes, there was something of a Red Hot Chili Peppers inspiration, inside a complex mix of the band's songs. But that didn't turn out on a band show. (I can only imagine what the band must have said facing such an empty venue.)

26 Jun 2012

Chifre dá prendas em festa de aniversário


Quem faz anos é a Chifre mas, como boa anfitriã, é a própria editora que dá as prendas.

A comemorar o segundo ano de vida na próxima quinta-feita, 28 de Junho, com uma festa no Ritz Club, a Chifre vai reunir artistas e amigos e agradar toda a gente com algumas surpresas.

A festa terá as actuações dos artistas da editora - David Pires, Diego Armés, Capitão Fausto, TV Rural e a mais recente contratação, as Anarchicks.

À semelhança da festa de lançamento, em 2011, a animação estará ainda garantida pelos DJs da Radar - Tiago Castro e Duarte Pinto Coelho - e da parte da Vodafone FM, Joaquim Quadros e Zé Pedro.

O veterano dos Xutos e Pontapés é fã do trabalho da Chifre, e dos Capitão Fausto, tendo-se oferecido para marcar presença na festa, destaca a editora.

Outra surpresa estará à venda por apenas 1euro e consiste numa colectânea com 10 músicas dos artistas Chifre, duas canções de cada um. São 35 minutos ao custo de produção do disco, que a Chifre fez questão de trazer para marcar o seu segundo ano de existência.

Dar a conhecer o catálogo da editora ao público e à imprensa é o objectivo por detrás desta edição limitada. Foram feitas apenas 500 cópias, em jeito de objecto de coleccionador.

Para completar (como se fossem precisos mais motivos para não perder esta festa), há shots de Jägermeister (percebem a ligação?) à borla.

Fica o convite e podem confirmar a vossa presença na página do evento no Facebook.


Em breve, mais sobre a os 2 anos de vida da Chifre.

24 Jun 2012

Os novos talentos da música nacional


Foram duas noites cheias de talento. A 21 e 22 de Junho, passaram pelas salas do Cinema São Jorge algumas das bandas que mais têm dado que falar na música portuguesa, numa iniciativa que, felizmente, a Fnac tem repetido nos últimos anos. O Novos Talentos Fnac 2012 teve 215 participantes. Daí saiu uma colectânea em CD com o mesmo nome e um festival com bons concertos.

A organização esteve muito bem - não houve concertos a acontecer ao mesmo tempo nem tempos mortos entre cada actuação. O alinhamento dos palcos encaixou-se muito bem e o Café Concerto animou o espaço de convívio, descanso, comida e bebida. Por outro lado, os concertos foram muito curtos - no palco principal, os intervalos de preparação entre as actuações foram, no geral, mais longos do que os próprios concertos.

No final do festival, pareceu-me óbvio que os alinhamentos teriam funcionado melhor ao contrário - o segundo dia foi mais fraco em termos de público e de espectáculo das actuações, com um conjunto de bandas que teria resultado melhor no primeiro dia. O facto de as bandas do primeiro dia terem actuado à quinta-feira não pareceu demover muitos dos espectadores, mas seria uma festa maior e melhor se tivessem actuado à sexta, a encerrar o festival.

O som e a iluminação da Sala 2 estavam muito maus.

O primeiro dia começou animado pela vitória portuguesa no Europeu e o recinto encheu. No público, muita gente pronta para ver e ouvir boa música.

Memória de Peixe
É o projecto de Miguel Nicolau e Nuno Oliveira. Bons músicos, bom som e um bom conceito de recriação das músicas no palco.
Faixa no disco Novos Talentos Fnac 2012: Estrela Morena 

Black Mamba
Uma voz smooth (de um vocalista com pinta de pirata) e música soul. Os Black Mamba não parecem nada novos talentos; parecem uma banda com anos e anos de experiência, a apresentar ao vivo muito músicas bem trabalhadas e preparadas.
Faixa no disco Novos Talentos Fnac 2012: It ain't you

Capitão Fausto
Estes rapazes tocam que se fartam. Tiveram pouco tempo para tudo o que queriam mostrar. Mesmo assim, passaram pelas músicas mais conhecidas e até algum material novo. Na sala (cheia), toda a gente de pé a dançar.
Faixa no disco Novos Talentos Fnac 2012: Verdade

O dia 2 esteve notoriamente mais vazio e  com um público muito jovem. No cartaz, havia nomes que já queria ver há bastante tempo e algumas boas surpresas.

Salto
Os Salto tocaram às 22h. Cheguei pouco antes e o São Jorge pareceu-me muito vazio, porque estava toda a gente na sala a vê-los. Foi a primeira surpresa da noite - o público de pé e a cantar as músicas.Os  Salto não são uma banda recente? Se são, não pareciam nada. Estiveram à altura do palco que abriram e deixaram-me com imensa vontade de os conhecer melhor.

Lucas Bora Bora
Gostei muito da voz ao vivo e de ver finalmente a imagem do que tenho andado a ouvir tanto na rádio. Música bem disposta, mas podia ter interagido mais com o público.
Faixa no disco Novos Talentos Fnac 2012: Café

Birds Are Indie
Ouvi pouco mas gostei da actuação. No fim, a banda a cantar no meio do público e a distribuir bolachas feitas por uma mãe orgulhosa. Fofinhos.
Faixa no disco Novos Talentos Fnac 2012: I Will Say It In Your Face

Best Youth
Queira muito ver Best Youth e não devia ser a única, dada a afluência ao concerto deles, no dia em que celebraram um ano da edição do EP Winter Lies. Não desiludiram Gostei muito do estilo.

We Trust
Foi um grande concerto - a última surpresa, se bem que já estava à espera que assim fosse. Acabou por ser um fim de noite e de festival morno, mas o André Tentugal esforçou-se muito. Puxou pelas pessoas, ensinou-lhes as letras das músicas e pediu que cantassem com ele. Convidou Best Youth para o palco e acabou com as canções mais conhecidas.


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Fnac has been helding a project to promote the Portuguese talents in several fields. The music part of the project had 215 applications this year. From that, Fnac edited an album with 3 CDs full of songs by Portuguese bands who had their break last year and put up a festival, on 21st and 22nd of June.

Instead of telling you about the great shows I watched at the Novos Talentos Fnac 2012, I'll leave you the songs so you guys can listen to them and get to know these amazing Portuguese new bands.



11 Jun 2012

Do público para o palco, quem manda agora é Capitão Fausto

No espaço de um ano, lançaram um álbum de originais, saíram do anonimato da cave e tocaram nas duas edições do Vodafone Mexefest. Estão prestes a dar mais um passo no sentido contrário ao do anonimato – a 5 de Julho, saltam do público para o palco principal do Super Bock Super Rock, ao lado de Hot Chip e Bloc Party. É oficial: agora quem manda é Capitão Fausto.


Nem a chuva nem o mau resultado do Portugal-Alemanha desanimaram a noite dos Capitão Fausto em Oeiras. Estes amigos de liceu juntaram-se há quase 3 anos de forma muito natural e com o propósito simples de fazer música. Misturaram os seus gostos musicais (que vão de Beatles a Arctic Monkeys, de The Doors a Jack White) e deram origem à banda que anda a surpreender e a conquistar os públicos a quem se apresenta.

O concerto nas Festas de Oeiras foi um dos primeiros de uma agenda de Verão cheia (que inclui passagens por palcos como o Lux, o Ritz Club, o São Jorge e o Festival Bons Sons). Foi também um ensaio para a apresentação no SBSR, concerto que vai ser uma prova de fogo importante no breve percurso da banda. Há surpresas, mas ainda não as revelam. Ainda assim, asseguram que cada espectáculo é diferente.

Fugir à repetição é missão que os Capitão Fausto levam para o palco. É também fórmula vencedora, que lhes valeu críticas positivas e algum reconhecimento depois dos concertos em Lisboa e no Porto no Vodafone Mexefest. “A partir daí começámos a ver caras novas e pessoas a cantarem as músicas que não os nossos amigos”, recorda Domingos Coimbra (baixo). “Os dois concertos correram bem e ajudaram-nos a evoluir um bocadinho”, acrescenta Tomás Wallenstein (voz e guitarra). “Os concertos estão a ficar cada vez mais interessantes, pelo menos para nós, de tocar”, assegura

Se o SBSR for como o concerto de Sábado em Oeiras, o destaque vai para a música tocada ao vivo. Se há traço marcante dos Capitão Fausto é a capacidade de conjugar em palco tantos instrumentos de forma harmoniosa. Ao baixo de Domingos e à guitarra de Tomás juntam-se a guitarra de Manuel Palha, a bateria de Salvador Seabra e as teclas de Francisco Ferreira.

Com tudo isto a acontecer em palco, é apenas natural que o público entre no ritmo e na dança das músicas já muito conhecidas. “Não descreveria os concertos como muito descolados do disco, com a diferença de que é um som muito mais alto e estão lá umas pessoas aos saltos”, diz o vocalista. E estiveram mesmo. Quase no fim do concerto algumas vozes pediam ‘Teresa’, o primeiro single do álbum de estreia, Gazela.

Porquê Gazela? O momento de dar nome ao álbum coincidiu com uma fase inspirada de desenhos de animais cerrados ao meio pelo estudante de design, Francisco Ferreira. Também o alinhamento do álbum está dividido entre as primeiras músicas feitas pela banda e as que foram compostas já com a intenção de integrar o primeiro trabalho, afilhado da editora Chifre.

Já pensam no sucessor de Gazela e têm muito material novo, usando os ensaios como momentos de composição. Essa é uma das razões pelas quais vamos ouvir falar muito dos Capitão Fausto nos próximos tempos.

Sem pressa mas com confiança, esta banda de Lisboa vai-se instalando entre os nomes da nova música portuguesa, sem precisar de forçar o seu espaço. São únicos, com um som muito instrumental, singles que ficam instantaneamente no ouvido e um toque retro muito britânico.




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Oh Captain, my Captain

In only a year they have released an album and played both in Lisbon and Porto at Vodafone Mexefest. On July 5th they will take a step further into the spotlight by going up on the main stage of one of the most recognised festivals in Portugal, Super Bock Super Rock, right next to bands like Hot Chip and Bloc Party. Capitão Fausto (Captain Fausto, if you will) are here to stay.

They were friends from high school and, 3 years ago, decided to get together with the plain goal of playing music. By mixing their taste in music (which goes from The Beatles to Arctic Monkeys and from The Doors to Jack White), Capitão Fausto were born and started winning the crowds they play to.

Urban Blues talked to the band just before their concert in Oeiras, Cascais, on Saturday, which was the first show of many they will be playing in the summer, both in small but important stages and in big festivals like Super Bock Super Rock. This will be an important milestone on the band’s brief history. Though they don’t reveal the surprises they’re thinking of for the show, lead singer Tomás Wallenstein assures every concert is different.

That’s what they did at Vodafone Mexefest, in Lisbon and Porto, and that’s one of the things that earned them quite positive critics. Also, since then, they started seeing unknown fans (this is, not the usual familiar audience) at the shows, singing the songs.

If the show at Super Bock Super Rock is anything like the one they did in Oeiras, people can expect good music played live. In fact, Capitão Fausto are nothing if not a great live band that can bring together in a balanced way all the instruments they have on stage. There are the two guitars by Tomás Wallenstein and Manuel Palha, the bass guitar by Domingos Coimbra, the drums by Salvador Seabra and the keyboard by Francisco Ferreira.

So, lots of different sounds coming together quite perfectly and making people dance, like the crowd in Oeiras did. Despite the rain and the sad results at the soccer match between Portugal and Germany for the European competition, the crowd was pretty cheerful and even asked for the songs they knew better such as ‘Teresa’, the first single of the debut album, Gazela.

The album cover features a gazelle, designed by Francisco Ferreira. One thing: the gazelle is cut open in half, just like the album is divided in two parts – songs they did in the beginning of their inspired time as a band and songs made specially to be in the album.

They’re just getting started but Capitão Fausto already think about the next album, for which they have lots of new material. We can surely expect to see this name everywhere in the times coming.

They are in no hurry. They move slowly but firmly while conquering their own spot in the sunlight of the Portuguese music scene. It’s a rightful place. Their instrumental sound, catchy singles and retro British vibe make them unique.

7 Jun 2012

FNAC traz mais talentos

A FNAC é um exemplo no que toca à promoção dos novos talentos nacionais. A 21 e 22 de Junho apresenta esses talentos da música, uns novos outros não tão novos mas sempre bons de ver e ouvir.

É  no Cinema São Jorge e, pela módica quantia de 4€ o dia, podem ver uma quantidade generosa de boas bandas, como Salto, Best Youth, Paus, Capitão Fausto, We Trust e muitos outros.


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FNAC usually promotes new talents in several fields of arts. On June 21st and 22nd, it will be showing music new talents through a festival to be held at São Jorge theatre.

Tickets cost only 4€ a day and they give access to good music played by bands such as Salto, Best Youth, Paus, Capitão Fausto, We Trust and many more.