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15 Sept 2012

Salto, o duo de três que veio para ficar


Apareceram de repente e agora ninguém os vai deixar cair. As músicas do álbum de estreia já se ouvem nas rádios e foram apresentadas em muitos palcos durante o Verão. Salto, disco homónimo da banda de Luís Montenegro, Guilherme Tomé Ribeiro e Tito Romão, é uma viagem por diferentes paisagens sonoras. Vale tudo e são eles que o dizem: "vale dançar, saltar, moshpit e crowdsurf".

Quem são os Salto? Como surgiu o projecto?
Os Salto são um duo de três pessoas que se chamam Salto desde 2 de Novembro de 2007. Em 2007, éramos só dois, Luís Montenegro e Guilherme Tomé Ribeiro e a partir de 2012 passámos a ser três, com a chegada do Tito Romão.
O projecto surgiu de uma forma muito natural e simples. Nós os dois somos primos e desde dos 13 ou 14 anos que gostávamos de pegar em duas guitarras e experimentar tocar música. Com o passar dos anos fomos aprendendo música no Conservatório de Música do Porto e depois tirámos a licenciatura em Produção e Tecnologias da Música na ESMAE. Com esta licenciatura a electrónica, os computadores e os sintetizadores, ganham espaço na nossa música e fazem-nos chegar a este primeiro álbum.

São referidos como uma banda promissora e inovadora. Como definem o vosso som?
Que bom é ouvir tais palavras. Porém, é-nos complicado definir o nosso som concretizando-o num espaço bem delimitado. Passa por muitas influências e por muitos objectivos e ainda tem muito para evoluir. Achamos que é justo admitir uma linha transversal ao nosso trabalho que é a intensidade e o entusiasmo com que nos lançamos a cada música, um som intenso e entusiasta.

Fala-se muito dessas influências e de como são fáceis de identificar no álbum Salto. Quem são elas?
Ui, essa é complicada. O álbum foi feito durante um ano e tal, por isso as nossas influências passaram muito pelo que ouvimos ao longo nessa altura. Poderiam escrever-se algumas páginas de bandas e produtores que nos influenciaram. Há muitos nomes que nos acompanharam durante esse ano.

Gravar um álbum a par da licenciatura em Produção e Tecnologias da Música parece ter resultado numa mistura experimentalista e diferente. Como foi o processo criativo?
Foi feito de trabalho, de ouvir muita música e de fazer muitas experiências e gravações. Não tínhamos pressa mas queríamos muito mostrar aquilo que andava nas nossas cabeças. Por isso, trabalhámos praticamente todos os dias do ano a pensar naquele que seria o nosso primeiro álbum.

Pode esperar-se o mesmo de um segundo disco – a frescura das experiências e influências claras?
Claro que sim! É por aí que queremos ir! Pode ter mais ou menos experiências, ainda não sabemos bem, mas é certo que pode dar muitas voltas em relação ao primeiro. No fim, o que conta mais é ver a reacção do público.

Como foi essa reacção na abertura do palco principal do Super Bock Super Rock? Como encararam esse desafio, dado que o vosso álbum de estreia tinha acabado de sair?
Foi realmente uma grande responsabilidade e um grande orgulho ter a oportunidade de poder abrir o palco principal de um festival tão importante em Portugal. Foi uma sensação muito boa! Estávamos mesmo muito contentes por estar ali a tocar, por estar um óptimo fim de tarde e por haver já um bom número de pessoas que nos queriam ver e muitos que até já sabiam algumas músicas!

E estiveram também no Paredes de Coura. Este é o ano dos Salto?
Este é o ano em que mostramos o nosso primeiro álbum. É interessante que, actualmente, em Portugal todos os anos há muita música nova e com muita qualidade a ser feita. É mesmo muito bom podermos mostrar a nossa música e haver gente interessada em ouvi-la. Quanto aos concertos, tem sido uma experiência nova porque agora tocamos com baterista, o Tito, e isso tem sido um grande desafio pois queremos ter um concerto que seja realmente uma festa.

O público está a aderir ao álbum, Salto?
Está sim. Muita gente tem vindo falar connosco acerca do álbum a dar os parabéns, a dizer “finalmente” e alguns até dizem que se sentem bem quando o ouvem, o que nos deixa mesmo muito felizes!

Porquê a escolha do New Max para produzir o álbum?
Por tudo o que já fez na música portuguesa. Por ter produzido os discos de Expensive Soul. É claramente alguém muito importante no panorama musical português e que nos ajudou muito.

Como descrevem, em algumas palavras, os temas que fazem parte do Salto?
Uma viagem por diferentes paisagens sonoras e cores. Queremos muito que façam essa viagem!

Diz-se que são a revelação da música nacional para o Verão. Onde é que estas músicas devem ser ouvidas?

É muito interessante ser apelidado como um álbum de Verão embora não tenha sido feito a pensar exactamente nisso, mas sim numa vontade de fazer as pessoas cantarem e mexerem-se (vale dançar, saltar, moshpit, crowdsurf). Pode e deve ser ouvido em qualquer lugar. Se for um momento partilhado com alguém, há quem diga e jure a pés juntos que é espectacular!

Os Salto andam atrás de…
…quem não quer ver.

17 Jul 2012

Festas de Carcavelos: fotografias

Fotos de Fernando Santos

Para o ano há mais? Espero que sim.

Com um cartaz muito bom, as Festas de Carcavelos 2012 surpreenderam. Um concelho em peso esteve presente nos 3 dias de festejo, que só pecaram por coincidirem com o 18º Super Bock Super Rock.

O festival teve actuações de Samuel Úria, Diabo na Cruz, Terrakota, Kamões, Gonçalo Bilé e Deolinda.

Ficam imagens de alguns concertos, cedidas por Fernando Santos.
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From 5th to 7th of July, Carcavelos hosted a fest celebrating the municipality. The line up was made of Portuguese artists, such as Samuel Úria, Diabo na Cruz, Terrakota, Kamões, Gonçalo Bilé and Deolinda.

The line up was a good surprise. It only failed by being right at the same dates as Super Bock Super Rock fest.

Pics belong to Fernando Santos.

12 Jul 2012

18º SBSR Dia 2: a multidão para ver Lana


Fotografia de Sílvia Lopes

O dia dos meninos e meninas da música alternativa. Não tinha grandes expectativas para este dia (what a fool), mas foi talvez o preferido. O melhor concerto? Vou arriscar fugir à resposta que todos andam a dar e dizer que foi o dos Friendly Fires.

Ao segundo dia, 21 mil pessoas foram ao Meco, grande parte só para ver a tão aguardada estreia de Lana Del Rey. Pena, porque o festival tinha muito mais para oferece no Sábado, como as bandas do Palco EDP, pouco composto.

Supernada e mais nada
Manel Cruz é a alma de todos os projectos onde entra, tornando-se figura de culto à conta dos Ornatos Violeta. Os Supernada, a mais recente aventura do músico, fizeram uma abertura fraca do palco principal, muito por conta do público tão escasso a assistir. O vocalista já perdeu um pouco da energia habitual, mas mantém a aura de genialidade que lhe é reconhecida.

The Rapture a meio gás
Um bom som ao vivo, uma banda que impõe respeito - foi assim que os americanos The Rapture regressaram a Portugal depois de marcarem presença no Optimus Primavera Sound. O público ficou longe, o que me parece ter comprometido também o empenho da banda.

Hanni El Kathib: já ganhou
'Come Alive' anda a rodar nas rádios e foi a música com que este palestiniano/filipino rasgou o Palco EDP. Da primeira vez que ouvi este single soou muito a The Black Keys (e adorei). Tem ar de rock, voz grave agradável, música boa e imenso estilo. É um grande guitarrista e foi uma das figuras da noite, a quem devia ter sido dado mais destaque.

Lana Del Rey, a santa a falar ao povo
Confesso que não vi todo o concerto de Lana Del Rey, que dizem ter sido curtinho. Ao início, Lana desce à terra, cumprimenta os fãs, distribui beijinhos e abraços e aceita prendas. Nisto se foram 10 ou 15 minutos de concerto que bastaram para que a sensação indie que virou pop dissesse não poder esperar pelo regresso a Portugal e que o público do SBSR era o melhor (há que desconfiar sempre destas afirmações). Cheguei a temer que se desfizesse nas mãos dos admiradores ávidos de lhe tocar. Quanto à música, tem boa voz mas não canta grande coisa. As músicas são todas parecidas e, ao vivo, não acrescentam grande coisa às gravações de estúdio. Foi o concerto que mais encheu, mais até do que Peter Gabriel.

Oh Land: "estás melhor que a Lana Del Rey"
Foi o desabafo de um espectador ao fim das primeiras músicas da dinamarquesa que dá pelo nome de palco Oh Land. Realmente, apareceu com pompa e circunstância q.b., voz muito melhor e simpatia para dar e vender. As músicas são muito boas e chamaram à zona norte do recinto todos os não apreciadores  de Lana Del Rey, sem grande esforço. É um projecto a seguir.

Friendly Fires on fire!
Os dois discos da banda são bons mas é em concerto que os Friendly Fires brilham, muito pela energia do vocalista, Ed Macfarlane, que não pára de dançar do primeiro ao último acorde. Perante um público pouco dinâmico, o vocalista ainda pediu "não sejam tímidos" e quase podíamos vê-lo a acrescentar "porque eu nãoo sou". Energia semelhante à de Ricky Wilson, embora o som desta banda seja bem mais disco do que o dos Kaiser Chiefs. Deram a animação de que o palco principal precisava, com um público já em estágio para M.I.A.

A badass attitude de M.I.A.
Aguardada por muitos, acabou por fazer a festa de todos. Pela associação recente à rainha da pop, Madonna, M.I.A. foi um dos nomes que mais pessoas chamou ao Meco. No fim da noite, superou qualquer tenda electrónica, embora tenha começado de forma muito fraca com um DJ set que alguns chegaram a confundir com a própria artista. Mais para o fim, luz e barulho fizeram crescer o espectáculo, já de si imponente pela atitude da badass de M.I.A.

Day 2, Super Bock Super Rock fest. The day had probably the most pop or mainstream line-up of the festival, with such names as Lana Del Rey and M.I.A. In the end of the night, Friendly Fires were, for me, a surprise and the best ones on stage.

Lana Del Rey's show had the larger turnout of the three days (even more people than Peter Gabriel had), with many fans going there just to watch her peformance. A pitty, since the festival had much more to offer, like the bands at the second stage, Palco EDP.
 
Supernada, that was it
Manel Cruz is a Portuguese singer/songwriter that many admire. He's the soul of the many projects he jumps into, since the cult band Ornatos Violeta in the 1990s. Though he is still amazing, the lead singer failed to present enough energy to open the main stage for the day.

The Rapture and their so-so performance
The NY based band presented good music, with great musicians playing good live songs. But that was it. Little energy from the band and from the crowd ended up making a flat show, just after The Rapture's performance at Optimus Primavera Sound a few weeks ago.

Hanni El Kathib is the winner
'Come Alive' has been playing on the radio and, the first time I heard it, it sounded like a The Black Keys' song. The singer/songwriter caught my attention as soon as he got on stage with his deep and smooth voice and rock style. He is a great guitar player, which helped make this show one of the best of the night, only many people didn't talk about it.

Lana Del Rey, the saint talks to the people
I didn't catch her whole performance, but from whatI heard it was pretty short. Right at the begginingetty short. Right at the beggining, Lana comes down the stage to talk to the fans, to great them, to give away kisses and hugs and to take gifts. Something like  10 or 15 minutes of Lana Del Rey mixing with the crowd and it was enough for the singer (yes, she does sing) to say she couldn't wait to come back. Her band is good but the songs all sound the same. Despite that, it was the show that thhe most people watched, even more the for Peter Gabriel.

Oh Land better than Lana
In between two songs of Oh Land, someone in the crowd screamed that she was better than Lana Del Rey. That was the general feeling among the ones that gave up on watching the new indie/pop princess to go to the secondary stage. With good songs and a genuine kindness, the singer that goes by the name Oh Land enchanted the EDP stage.

Friendly Fires on fire!
The British band has two records but nothing that compares to their live shows. That's where they really shine and where their disco inspired songs come alive much due to the lead singer's energy. Ed Macfarlane simply does not stop dancing. He grabbed thee crowd screaming "Lisbon, don't be shy!". And we can almost imagine him adding "because I'm not!". It reminded me of Ricky Wilson, though their vibe is quite different from Kaiser Chiefs'. They prepared the stage for M.I.A.

M.I.A.'s badass attitude
She was one the names that convinced many people to go to the festival, after she became more mainstream due to her collaboration with Madonna. She overcame the electronic stage by making everybody - and I mean everybody - move.The first part of the show was somehow weird, with a DJ set that many people assumed to be M.I.A. herself. In the end, her badass attitude combined with the lights and noise turned out good.

10 Jul 2012

18º SBSR Dia 1: o Alabama no Meco

Fotografia de Sílvia Lopes

O cartaz prometia, o recinto também. No final do primeiro dia do 18º Super Bock Super Rock os melhores concertos não foram dos cabeças de cartaz e o recinto, coberto de relva, ficou longe de encher. Grandes expectativas tiveram um pontapé de saída morno, com Alabama Shakes a dar o concerto da noite.

Fica um arranque fraco em termos de público (18 mil pessoas, contou a organização), o que acabaria por dar o tom ao festival. Ficam alguns concertos que desiludiram, outros que surpreenderam, e as difíceis escolhas de optar por bandas sobrepostas no horário. Fica, sobretudo, uma reunião de espírito menos indie do que no ano passado, cheia de gente jovem com ar de Sudoeste para os lados do Meco. Hot Chip actuaram demasiado tarde para primeiro dia e, em especial, para uma quinta-feira, impossibilitando o público de ver tudo o que o bilhete comprou. Por aqui, fica o destaque de alguns concertos.

Salto (de gigante)
É preciso começar por dizer que os Salto saíram do anonimato há muito pouco tempo. Tiveram também pouco tempo para preparar o concerto no SBSR, uma vez que substituíram Pete Doherty à última hora. Posto isto, este duo do Porto esteve à altura do palco principal, dando um concerto muito próprio com o curto repertório que têm. O público, também ele reduzido, não aderiu como fará, certamente, daqui a alguns meses, altura em que conhecerão a sério o álbum que os Salto lançaram a 2 de Julho.

The Happy Mess, uma surpresa feliz
Banda portuguesa com ar de veterana, os The Happy Mess agradaram. Primeiro, pela surpresa de terem como frontman o jornalista da SIC Notícias, Miguel Ribeiro, que se apresentou numa faceta até agora desconhecida. Segundo, pela sonoridade rock com toque de old school que cativou os espectadores.

Os instrumentais dos Capitão Fausto
Têm os meses de trabalho e experiência que faltaram aos Salto. Num espectáculo cheio de música - os Capitão Fausto não actuam de outra maneira - conseguiram fazer o arranque que o SBSR merecia e pôr o pessoal a dançar com os singles mais rodados. Mas só na primeira parte, porque o pouco público que ali parava migrou para a outra ponta do recinto ao fim de meia hora, para ver Alabama Shakes. Numa segunda parte, houve muita música instrumental que fica melhor num concerto em nome próprio do que num festival.

From Alabama with love
Os Alabama Shakes fizeram do Palco EDP o centro do primeiro dia do festival. A banda de Alabama reuniu um dos maiores públicos daquele palco, em nada secundário. Brittany Howard é a vocalista que dá soul e presença às músicas do grupo, a atirar para o rock. Apresentaram o primeiro álbum, Boys & Girls, fizeram uma grande estreia em Portugal, converteram os que não os conheciam e agradaram aos que foram ao Meco com intenção de os ver. Foram um dos maiores sucessos do SBSR deste ano e cheira-me que hão-de voltar em breve.

Bloc Party sem festa
Pena de não ter visto os Bloc Party nos tempos de 'Banquet'. O público sentiu o mesmo, a julgar pela reacção aos primeiros acordes deste hit da banda de Kele Okereke. Foi a partir daqui que o concerto dos britânicos começou a aquecer, apesar de não ter chegado a ser memorável. O som continua a ser bom - uma das músicas novas que apresentaram soa aos primeiros anos da banda - mas a energia não foi a mesma.

Incubus, os veteranos
Apesar das críticas, pareceu-me um dos melhores concertos da noite. Não pela set list ou pelo espectáculo em si, mas pela adesão das primeiras filas, onde os fãs da banda que foram ao Meco de propósito para a ver vibraram do início ao fim. Muito por incentivo do vocalista Brandon Boyd,  um foco de energia (e estilo). Sim, havia ali muito de Red Hot Chili Peppers; sim, foi um mix complicado das músicas da banda. Mas nem por isso foi mau. (Imagino apenas o que a banda terá comentado ao ver-se a actuar para um recinto meio cheio.)

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The line-up was promising a great festival and so were the weather and the venue of the 18th Super Bock Super Rock, which took place from 5th to 7th July, at Meco, Lisbon. Despite the high expectations, the shows failed to be memorable and the venue was far from sold out. On the first day of the fest, Alabama Shakes (who weren't even playing at the main stage) were kings.

According to numbers released by the organisation there were 18 thousand people at Meco, on July 5th, a turnout that would be pretty similar on the following days. Some shows were disappointing, other were surprisingly good and yet others were happening at the same time in different points making it impossible for the crowd to fully experience everything their money bought. Fundamentally, the first day was marked by a young spirit, quite young actually, and a less indie vibe than it was expected. Hot Chip played far too late for a kick off day, especially being Thursday. Here's something about some of the shows.

Salto
In Portuguese, Salto means to jump or a jump. Well, that was precisely was these guys from Porto did at SBSR. They are quite a young band, with little experience, and have a short repertoire. That being said, they did really good considering they were called out last minute after Pete Doherty cancel his performance to go into rehab. Not many people were at in front of the stage but those who were, certainly, came out delighted with Salto's act. The band released their first album on July 2nd, with the same name.

The Happy Mess, a happy surprise
Surprised by: 1) they're Portuguese and I hadn't heard of them; 2) they play an old rock vibe; and 3) their frontman, Miguel Ribeiro, is a journalist at the TV station SIC Notícias. Nice show.

Capitão Fausto and their instrumental music
They have the experience that Salto were lacking. They put on a great show, full of music instead of songs - that's how they do it. They were the first ones to bring the party to the fest and to make people dance to their most recognised singles. But the crowd migrated to the secondary stage on the second part of the show. Two reasons, I see: they went to see Alabama Shakes and they lost interest in the psychedelic delirium of Capitão Fausto's instrumental music, less likely to please a festival atmosphere.

From Alabama with love
Alabama Shakes turned Palco EDP stage into the main stage for the night. The Southern band had quite a turnout on their first time in Portugal, presenting their debut album Boys & Girls. Brittany Howard is an amazing vocalist and she adds soul to the rock-ish vibe of the band. With such a success I expect them to be back soon.

Bloc Party with no party
I would like to have seen Bloc Party from the 'Banquet' era. And I think the crowd would to, judging by their reaction to the first chords of this hit. Only from that moment the band warmed up, though failing to present an energetic show. The still sound good but something was missing.

Incubus, the veterans
They were criticised by the set list they brought. But for me it was one of the best shows of the night. Not for the set list and not for the show, but by the reaction of the fans piled up in the front rows. Brandon Boyd is an excellent host, a ball of energy. Yes, there was something of a Red Hot Chili Peppers inspiration, inside a complex mix of the band's songs. But that didn't turn out on a band show. (I can only imagine what the band must have said facing such an empty venue.)

4 Jul 2012

18º Super Bock Super Rock: horários

Está quase a começar o 18º Super Bock Super Rock. É já na próxima quinta-feira que o Meco recebe o primeiro dia do festival, pelo qual passarão nomes como Bloc Party, Incubus, Hot Chip e Alabama Shakes.

No dia 6 de Julho, é a vez de The Rapture, The Horrors e Lana Del Rey subirem ao palco.

O último dia tem Peter Gabriel, Aloe Blacc, The Shins, St. Vincent, Regina Spektor e Skrillex.
Para não perderes nada, aqui ficam os horários dos concertos em cada palco.

ALTERAÇÕES AO CARTAZ DE 5 DE JULHO:
Salto abrem o palco, às 20h. As bandas seguintes mantêm o horário anunciado.
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The 18th edition of the festival Super Bock Super begins this Thursday. Here is the timetable so you wont miss any shows. It begins Thursday and ends Saturday.

This year the fest will welcome artists such as Bloc Party, Incubus, Hot Chip, Alabama Shakes, The Rapture, The Horrors, Lana Del Rey, Peter Gabriel, Aloe Blacc, The Shins, St. Vincent, Regina Spektor and Skrillex.