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3 Apr 2014

Beautiful concert posters

24 Nov 2012

Talkfest ’13: falar de música com música



Texto originalmente publicado em Look Mag
Por que é que há cada vez mais pessoas nos festivais de música? De onde vem o interesse das marcas nestes eventos? Os festivais portugueses vão crescer ou entrar em declínio? Estas perguntas vão estar em destaque no Talkfest ‘13, ciclo de conferências e concertos para falar e ouvir boa música.
Depois do sucesso da primeira edição, o Talkfest regressa em 2013 e acontece 6 e 8 de Março no ISEG. Os oradores anunciados convencem a garantir já a entrada para o evento e incluem nomes como António Freitas (Antena 3 Rocks), Joaquim Albergaria (PAUS), Hunter Halder (Re-food), Rui Miguel Abreu (Antena 3/Blitz) e Zé Pedro (Xutos e Pontapés).
Num evento sobre música, não podiam faltar concertos e o cartaz juntou algumas das bandas nacionais de quem mais se fala ultimamente. E há razões de sobra para falar delas, mais ainda para as ver ao vivo na Aula Magna (por 10 euros).

Capitão Fausto (6 Março)
Tiveram uma ascensão meteórica e percebe-se porquê. Trouxeram uma lufada de ar fresco à música portuguesa com a sua pop progressiva e instalaram-se entre os nomes mais interessantes das bandas actuais. Gazela é o primeiro disco editado pelo grupo, do qual fazem parte Tomás Wallenstein, Domingos Coimbra, Manuel Palha, Francisco Ferreira e Salvador Seabra. Materializam influências de Arctic Monkeys, Beatles, Tame Impala, Jimi Hendrix e Pink Floyd.
Depois de um Verão preenchido com actuações em palcos importantes, desde o Super Bock Super Rock ao Paredes de Coura, sem esquecer o Bons Sons, continuam cheios de vontade de trabalhar. No último mês lançaram dois novos telediscos (‘Verdade’ e ‘Sobremesa’) e continuam a preparar o próximo álbum.


Salto (6 Março)
Do Porto têm chegado bandas de talento enorme e ímpar. Os Salto são um desses fenómenos recentes e trazem melodias frenéticas com refrões que ficam logo no ouvido. É música jovem com cor e muita qualidade. Guilherme Tomé Ribeiro e Luís Montenegro fazem misturas fora de série e música muito boa. Os primos formam a dupla que está a conquistar um lugar (merecido) no panorama nacional, daqueles que duram uma vida. Fazem-se acompanhar de Tito Romão na bateria.
O álbum homónimo está praticamente todo a rodar pelas rádios nacionais. Nas redes sociais, o campeão de partilhas mais recente é a remistura que os Salto fizeram do single ‘Verdade’, dos Capitão Fausto.


doismileoito (7 Março)
Também do Norte, os doismileoito não nasceram em 2008. Pedro Pode, Nicolau, André Aires e Bruno Testo fazem parte desta banda, cujo primeiro trabalho se conhece em 2009 com disco homónimo. Dele sobreviveram até hoje singles bem conhecidos como ‘Bem Melhor’.
Com a calma de quem constrói sabiamente um legado, lançaram, em 2011, Pés Frios. O segundo disco trouxe singles que vão sobreviver longos anos (‘Quinta-feira’, ‘Pés Frios’, ‘Conta Contigo’). Dizem de si próprios que fazem canções para cantar, “letras para entoar e melodias para assobiar ou trautear” Não há dúvida de que há aqui poesia e música boa.


Os Pontos Negros (7 Março)
Foram dos primeiros a repescar o roquenrole à portuguesa e a fazer dele moda recente. O karma trouxe-lhes uma recompensa de peso este ano, quando tiveram oportunidade de gravar nos estúdios de Abbey Road o seu mais recente trabalho. Chama-se Soba Lobi e foi editado pela Optimus Discos, onde está disponível para download gratuito. São mais dez histórias – gravadas nuns impressionantes três dias - contadas ao verdadeiro estilo d’Os Pontos Negros: em articulação plena de guitarras e palavras.
Jónatas Pires, Silas Ferreira, Filipe Sousa e David Pires andam a promover este que é já o seu quarto disco de originais. A 13 de Outubro, montaram festa rija no Ritz Clube para a apresentação oficial de Soba Lobi.


PAUS (8 Março)
Foi depois da actuação brilhante no Optimus Alive ’12 que o nome PAUS começou a ser mais comentado, cá e lá fora. Nada mais merecido para a banda de Joaquim Albergaria, Hélio Morais, Makoto Yagyu e João Pereira. As baterias dominadas por Joaquim Albergaria e Hélio Morais lançam as bases ritmadas e poderosas do som verdadeiramente único dos PAUS; não há um vocalista definido e as poucas vozes que se ouvem nas músicas são abafadas pelos instrumentais. (Não foi à toa que a NME destacou a banda com uma entrevista depois do concerto do Alive.)
Verdade é que, mesmo com um repertório pequeno, os PAUS já tocaram em todos os grandes festivais em Portugal e têm tido concertos muito concorridos. Foi assim que encontram também um CCB, a 26 de Outubro, onde o álbum de estreia, homónimo, se apoderou do alinhamento.


O Urban Blues sugere:
Para celebrar os escassos raios de sol: 'A While Can Be a Long Time', You Can't Win, Charlie Brown
Para ler um livro à frente da lareira: ‘Airports & Broken Hearts’, Walter Benjamin
Para ouvir a caminho das manifestações: ‘Que Força É Essa’, B Fachada (Minta/João Correia)
Para aprender até ao Vodafone Mexefest: ‘Buffalo’, Alt J feat. Mountain Man

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Our collaboration with Look Mag in November speaks about an upcoming event about music festivals that happen in Portugal. Not only there are more and more festivals but also they are being recognised out there for their great line-ups and ambience.


Talkfest '13
will take place between March 6th and 8th. Lots of guests will talk about their experiences in the music industry.

Such a music event couldn't happen without some of the most exciting bands right now. Paus, Capitão Fausto, Os Pontos Negros, Salto and doismileoito will be performing at Aula Magna, for 10 euros a night. Check the videos above to get to know the Portuguese bands.

15 Oct 2012

Thank you, Lisbon Week


Poucas coisas animam mais do que o anúncio de um concerto. Se for à borla, ainda mais. Se forem vários concertos, bons e de graça - ânimo lá em cima.

Foi assim que descobri hoje os concertos Optimus, integrados na Lisbon Week 2012, evento de gastronomia, arte, música e outras coisas. Nos dias 25, 26 e 27 de Outubro, o Mercado da Ribeira, em Lisboa, vai receber concertos de entrada livre a partir das 22h30.

25 de Outubro
Márcia
Walter Benjamin
Minta & The Brook Trout
You Can't Win, Charlie Brown

26 de Outubro
Memória de Peixe
Best Youth
Da Chick
Capicua
DJ Ride

27 de Outubro
Roda de Choro Lisboa

Julie & The Carjackers
Miguel Araújo
Quim Albergaria (Paus)

O cartaz completo pode ser visto aqui.

A única desvantagem é que nos mesmos dias há concertos de Ornatos Violeta, Bon Iver, Paus, Twin Shadow...
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There aren't many things better than learning of a great concert nearby. Except when it's for free. It's even better when it's not just one band but several concerts all together.

It happened to me today. Lisbon Week 2012 will be hosting three days of Optimus concerts at Mercado da Ribeira, in Lisbon. Between October 25th and 27th, some of the most exciting current Portuguese bands.

Check the line-up above to see who and when they will be playing.

For the downside, precisely at the same dates there will be a bunch of other amazing concerts.

27 Aug 2012

Da Primavera ao Outono com David Fonseca


Envolveu o público na sua vida durante um ano, com dois discos e mais algumas músicas divulgadas na Internet. Continua a superar-se de trabalho em trabalho, mas não é com a intenção de se reinventar que o faz. David Fonseca – músico, fotógrafo e contador de histórias – fala de Falling, que sai a 21 de Setembro e vem juntar-se a Rising para completar o diário musical iniciado na Primavera passada, a colecção Seasons.

O próximo single chama-se ‘All That I Wanted’ e está inserido num disco de músicas animadas ao contrário do que o nome Seasons: Falling antecipa. E traz como surpresas convidados especiais, ainda não revelados.

Também em segredo estão os próximos projectos do artista, que passarão pela fotografia e um regresso ao Brasil. Canta na língua que lhe apetece e afirma sem reticências que ainda está tudo por fazer.

O Seasons é um projecto de um ano, que chegou agora ao fim. Não sentes falta deste diário musical? Não tive tempo para sentir falta. Acabei o diário mais ou menos no início de Março (não foi exactamente a dia 21) e tive de começar imediatamente a gravar a segunda parte. Portanto, nunca o deixei. Fiz as músicas mas não as gravei. Quando a primeira parte acabou em Março, entrei em digressão com o Seasons: Rising e depois tive de continuar a gravar o Seasons: Falling. Acabei de gravar este disco e ele ficou fechado há dez dias atrás. Não tenho saudades nenhumas do diário musical. Muito pelo contrário, os últimos dias passei-os na praia. Fiquei surpreendido com tantas pessoas que lá estavam. Então é isto que as pessoas fazem em Agosto! Mas não tenho saudades. Sinto que consegui fazer uma coisa um bocadinho difícil e isso é uma sensação espectacular.

Uma coisa difícil e diferente.
Sim, muito diferente. E estou muito expectante para lançar o Seasons: Falling porque é um disco de que eu gosto muito. Particularmente, o Falling. Acho que é uma resposta ao primeiro disco, não é o resto das coisas. Pelo contrário, tudo cresce um bocadinho no Seasons: Falling.

É nisso que eles são diferentes?
Não vou muito por aí – pode haver a sensação de que o Rising vai ser cheio de músicas a abrir e o Falling vai ser só baladas. Não é verdade. O Rising é claramente um disco feito para fora e o Falling é um disco muito feito para dentro, muito feito das minhas considerações. É muito mais interno. E isso foi uma coisa que me agradou – em contraponto ao outro que é um disco mais rockeiro, festivo, electrónico, este tem mais tempo e eu gosto disso.

Na primeira parte de Seasons, contaste com a colaboração de músicos como o Rui Maia (X-Wife) e a Catarina Salinas (Best Youth). O que vai trazer Seasons: Falling?
Vai trazer muitas surpresas, boas surpresas, mas ainda não posso dizer quais são. Trabalhei com algumas pessoas com quem ainda não tinha trabalhado e fui buscar outras com quem há muito tempo não trabalhava. Há muitas surpresas neste disco, muitos convidados surpresa que me orgulharam muito em participar no meu disco.

Procuras reinventar-te nos discos, nas edições físicas dos álbuns e nos espectáculos?
Eu não acho que me tento reinventar. Eu não quero é fazer a mesma coisa, uma é que empurra a outra. Quando nos sentamos no início de um espectáculo, de um disco, no design dos discos… Aquilo que está na mesa é não fazer igual. E a partir daí tentamos seguir para uma coisa diferente. O desejo de fazer uma coisa diferente é, em primeiro lugar, não fazer igual. E depois logo se vê onde é que isso nos vai levar.

Aonde é que essa premissa te levou no processo de composição de Seasons?
Este processo foi meio duro. Se bem que isto para mim é um disco, não são dois discos, mas tendo dois lançamentos diferentes. Por isso, não há aqui a ideia de fazer diferente do primeiro. Eles são dois discos e há uma continuidade naquilo. A primeira música do novo disco é a que vem a seguir à última do anterior, na minha cabeça. Quando o disco sair agora, a 21 de Setembro, será já a versão com os dois discos juntos, que é como, basicamente, eu vejo aquilo. Por isso não houve uma contribuição muito grande dessa ideia, foi mais uma continuidade daquilo que estava a fazer.

E lançar dois discos num ano de crise?
Eu não tenho de fazer as coisas de outra forma porque a crise assim me deixa, tenho de fazer aquilo que eu quero. A queda da venda dos discos tem sido brutal desde há seis, sete, oito anos para cá. Eu não acho que lançar dois discos, meio disco ou só um vá fazer com que as pessoas os comprem mais ou menos. É indiferente. Eles vão parar à casa das pessoas na mesma, infelizmente de forma ilegal, mas vão lá parar na mesma. Não me preocupa o facto de lançar dois discos, é mais um desafio para mim e para as pessoas que acompanham o meu trabalho.

Tens tocado muito em Espanha e até já foste ao Brasil. É uma forma de exportar a tua música?
Sim, de não estar sempre aqui e de levar a música a outros sítios. E tem sido brutal. Em Espanha, uma das coisas que me orgulha muito é conseguir fazer sempre espectáculos de casa cheia, tanto em Madrid como em Barcelona. O público tem crescido lá e eu gostava muito de conseguir expandir mais um bocadinho, para longe das grandes cidades. É difícil, porque eu canto em inglês e Espanha tem um mercado claramente cantado em espanhol. Eu entro naquela gaveta da música indie por cantar em inglês, o que é estranho para mim porque não acho que faça música dentro dessa gaveta. No Brasil, começámos agora. Vamos voltar lá no início do próximo ano, vamos lançar lá o Seasons: Rising e o Falling, há muitas coisas para fazer. E sim, são tentativas de exportar a música.

Tens conseguido, no fundo, fazer a internacionalização do teu trabalho.
Eu acho que há uma ideia de internacionalização… O povo português só reconhece as coisas quando há alguém a ganhar um prémio ou quando é tão notório o sucesso que as pessoas não conseguem continuar cegas em relação a isso. A internacionalização passa muito por estar lá fora e não necessariamente com o brutal sucesso que isso possa ter. Nós temos tido sucesso mas muito menos do que aqui em Portugal. Mas temos conseguido perseguir isso, o que também é internacionalização, não é só o sucesso.

O povo português também tende a criticar o cantar em inglês. O comentário recente do Vitorino centrou-se nisso mesmo e despoletou várias reacções. Concordas com o Hélio Morais (Linda Martini e PAUS), quando diz que se deve “cantar na língua em que uma pessoa se sinta confortável”?
Eu acho que devo fazer aquilo que me apetece. Basicamente, é isso. E não consigo dizer mais do que isso. Uma das coisas que eu não queria era partir para o caminho em que os artistas estão a falar dos outros artistas, não compreendo. Nem sequer vou continuar esse assunto porque é uma discussão inútil.

O que é que te apetece fazer agora?
Apetece-me fazer uns dias de praia, se conseguir. Apetece-me lançar o Seasons: Falling e começar a ensaiar os espectáculos que vamos fazer em teatros até Dezembro – vamos fazer muitos teatros pelo país fora com o novo disco, o que é uma coisa com que eu estou empolgadíssimo. E vai haver outras surpresas. Eu estou envolvido em outras actividades que ainda este ano vão ver a luz do dia, como a fotografia. Há muitas coisas a acontecer até ao início de 2013, pelo menos.

O que é que ainda te falta fazer?  
Tudo. Como a toda a gente. As pessoas olham para trás com a sensação de que já está muita coisa feita e eu odeio isso. Eu não consigo olhar muito para trás nem entender o que lá está. E é muito mais interessante tudo aquilo que vem para a frente, porque é isso que me desperta a fazer outras coisas, a estar com outras pessoas, a querer desafiar a minha criatividade.

Vê aqui como foi o concerto de David Fonseca nas Festas do Mar 2012, em Cascais.

7 Jun 2012

FNAC traz mais talentos

A FNAC é um exemplo no que toca à promoção dos novos talentos nacionais. A 21 e 22 de Junho apresenta esses talentos da música, uns novos outros não tão novos mas sempre bons de ver e ouvir.

É  no Cinema São Jorge e, pela módica quantia de 4€ o dia, podem ver uma quantidade generosa de boas bandas, como Salto, Best Youth, Paus, Capitão Fausto, We Trust e muitos outros.


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FNAC usually promotes new talents in several fields of arts. On June 21st and 22nd, it will be showing music new talents through a festival to be held at São Jorge theatre.

Tickets cost only 4€ a day and they give access to good music played by bands such as Salto, Best Youth, Paus, Capitão Fausto, We Trust and many more.