28 Sep 2012

'Tell Me A Tale', Michael

Michael Kiwanuka regressa a Portugal para participar no Vodafone Mexefest, que tem lugar em Lisboa a 7 e 8 de Dezembro.

'Tell Me A Tale' é retirado de um dos EPs do músico britânico e fica aqui, em acústico.



(Quando Michael Kiwanuka veio a Portugal em Julho deste ano, ao EDP CoolJazz Fest, nem rádios nem imprensa lhe ligaram. Alguns meses mais tarde, e vindo a um festival mais cool e trendy, não há dia em que não se oiça 'Home Again' duas ou três vezes nas rádios.)
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Michael Kiwanuka is coming back to Portugal to perform at Vodafone Mexefest, which is taking place in Lisbon on December 7th and 8th.

This is an acoustic version of 'Tell Me A Tale', from one of the British musician's EPs.

It's funny that Michael Kiwanuka was in Lisbon just a few months ago but no one seemed to notice that. He played at EDP CoolJazz Fest, not a trendy festival as Vodafone Mexefest. So now, not a day goes by without 'Home Again' coming on the radio two or three times.

A 'Verdade' dos Capitão Fausto

Há vídeo novo dos Capitão Fausto. 'Verdade' faz parte do disco de estreia da banda e é o segundo single oficial.
 
Verdade é que praticamente todas as músicas dos Capitão Fausto já tocam nas rádios e, depois de um Verão com concertos marcantes (Super Bock Super Rock e Paredes de Coura, por exemplo), já apetece mais alguma coisa do material novo que a banda foi incluindo nos alinhamentos.

O sucessor de Gazela já está a ser preparado.


Realização e Montagem: Ricardo Oliveira
Argumento: Capitão Fausto e Ricardo Oliveira
Direcção de Fotografia e Pós-Produção de Imagem: André Costa
Produção: Vanda Noronha, Capitão Fausto e Ricardo Oliveira

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Capitão Fausto just released the video for their second single, 'Verdade'.
 
The band is working on the second album, following Gazela, one of the most successful records of the past couple of years in Portuguese music.

Almost every song in the album is playing at national radios and the band has performed at two of the most important festivals on Portugal (Super Bock Super Rock and Paredes de Coura).

Música a Metro, no metro

Parece que já nos habituámos a isto de ver concertos debaixo de terra. Outubro é o mês do Música a Metro, mais um festival que traz alguns dos projectos actuais mais interessantes (We Trust) e artistas já reconhecidos (JP Simões).

Para além da boa música, o bom ambiente - basta passar na PT Bluestation em dia de showcase para perceber que quem vai apanhar o metro gosta de ser surpreendido pela presença de uma banda ali, no sítio que frequentam todos os dias. E isto faz falta.


Entre 1 e 27 de Outubro, as estações de Cais do Sodré, Marquês de Pombal, Campo Grande e Aeroporto vão receber concertos intimistas, sempre entre as 17h e as 20h30, de entrada gratuita. À mesma hora, e mediante pagamento do bilhete de metro, há showcases móveis (estou para ver como é que vai ser possível montar um espaço para os artistas tocarem, dentro do metro, às seis da tarde na linha verde, estação Baixa/Chiado por exemplo).

Fica o cartaz (é mais uma convocatória, vá):



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Guess we like underground music. Literally. October 1st is the International Day of Music and the whole month will be a celebration of it with a festival happening in Lisbon's Metro grid.

So, if you're in Lisbon get into the subway and catch some great  live performances of artists like Filho da Mãe, JP Simões, We Trust, Youthless, October Flight and Anarchicks, besides a special project that promotes Portuguese music (A música portuguesa a gostar dela própria).

The festival is called Música a Metro. Concerts will be taking place at the following stations: Cais do Sodré, Marquês de Pombal, Campo Grande and Aeroporto, between 5 p.m. and 8.30 p.m. They are all free, except for those happening inside the subway (I'm curious to see this at rush hour), which only cost the price of a normal Metro ticket.

20 Sep 2012

∆ não é só mais um shortcut



Texto originalmente publicado em Look Mag 

Andava num marasmo, sem saber que música escolher e o iPod ficava-se por um shuffle surdo e insatisfatório. Até que os ouvi na rádio. Saquei do Shazam e arranjei a banda sonora para as próximas semanas.

São mais um produto da era musical dos shortcuts (parentes dos Cut Copy, pelo menos de nome). Os Alt-J (∆) vêm do Reino Unido, mas andam mais perto da indie americana do que da pop britânica e não têm medo de se chegar à folk com barulho de pratos e sintetizadores.

O primeiro álbum tem nome destemido – An Awesome Wave – e já pôs este lado do mundo a dançar. Prova disso é a recente nomeação para o prestigiado Mercury Prize, que destaca os melhores álbuns britânicos e irlandeses do ano. Ao lado de Django Django, Michael Kiwanuka e The XX, e a tentarem suceder a PJ Harvey e Arctic Monkeys, os Alt-J são candidatos de peso ao Mercury Prize.

Para surpresa de muitos, os Alt-J também já passaram por Portugal. Aconteceu no Milhões de Festa, há poucos meses, e foi considerada uma das melhores apresentações deste festival de Barcelos, o que só vem reafirmar que a música portuguesa está em fase de desenvolvimento criativo – das inúmeras bandas que surgem por todo o país com traços bem próprios e originais às escolhas dos festivais para os seus cartazes. Não esquecer a existência de tantos e tão bons festivais.
 

Dos Alt-j fazem parte Joe Newman (é dele a voz ímpar que se ouve nas músicas da banda), Gwil Sainsbury (homem de cordas: guitarrista e baixista), Thom Green (bateria) e Gus Unger-Hamilton (teclas).

Vale a pena conhecer estes rapazes.



O Urban Blues sugere:
Para ouvir em loop: 'I Will Wait', Mumford and Sons
Para banda sonora no trabalho: 'Angels', The XX
Para reflectir se é uma boa combinação: 'Who', St. Vincent e David Byrne
Para bater o pé a caminho da praia: 'Banho maria', Martim

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This is something new. Urban Blues now collaborates with Look Mag. We will publish every month a new post about matters you would read here, like Portuguese music, international indie bands, music news, etc.

The first post was about Alt-J (∆), a British band that combines indie, pop and folk. With some synths.

They've recently been to Portugal, at Milhões de Festa festival and they are getting some recognition. They're up for the Mercury Prize, along with nominees Django Django, Michael Kiwanuka and The XX. An Awesome Wave is their first album and, if they're lucky, it will be awarded this prestigious prize that was previously given to names such as PJ Harvey and Arctic Monkeys.

Check the video above and you will certainly be following Alt-J. They're not just another shortcut.

Preview IX: Seasons: Falling is out tomorrow



All over the walls
and rooftops of your town

I wrote your name

The previewing marathon is over. Seasons: Falling, the second part of David Fonseca's musical diary project will be out tomorrow, September 21st.

You can read all about it here and go buy it first thing in the morning.

On Friday, David Fonseca will participate in a videochat session at Público's website, speaking with fans live from Cáceres, Spain, where he will be performing later that night at the Europa Sur festival.
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Chega ao fim a maratona de previews ao novo álbum de David Fonseca. Amanhã é lançado Seasons: Falling, a segunda parte do seu diário musical.

Lê tudo sobre Falling aqui e vê aqui como comprar o novo disco.

O David vai estar em directo no site do Público, na sexta-feira, para uma videochat session a partir de Cáceres, Espanha, onde o músico actuará no festival Europa Sur.

Preview VIII: a little help from the past


now do you want it?

Seasons: Falling. Out September 21st.

17 Sep 2012

Preview VII: a stubborn heart in Seasons: Falling


my heart
will not do as I say

5 days to Seasons: Falling. Out September 21st.

15 Sep 2012

Salto, o duo de três que veio para ficar


Apareceram de repente e agora ninguém os vai deixar cair. As músicas do álbum de estreia já se ouvem nas rádios e foram apresentadas em muitos palcos durante o Verão. Salto, disco homónimo da banda de Luís Montenegro, Guilherme Tomé Ribeiro e Tito Romão, é uma viagem por diferentes paisagens sonoras. Vale tudo e são eles que o dizem: "vale dançar, saltar, moshpit e crowdsurf".

Quem são os Salto? Como surgiu o projecto?
Os Salto são um duo de três pessoas que se chamam Salto desde 2 de Novembro de 2007. Em 2007, éramos só dois, Luís Montenegro e Guilherme Tomé Ribeiro e a partir de 2012 passámos a ser três, com a chegada do Tito Romão.
O projecto surgiu de uma forma muito natural e simples. Nós os dois somos primos e desde dos 13 ou 14 anos que gostávamos de pegar em duas guitarras e experimentar tocar música. Com o passar dos anos fomos aprendendo música no Conservatório de Música do Porto e depois tirámos a licenciatura em Produção e Tecnologias da Música na ESMAE. Com esta licenciatura a electrónica, os computadores e os sintetizadores, ganham espaço na nossa música e fazem-nos chegar a este primeiro álbum.

São referidos como uma banda promissora e inovadora. Como definem o vosso som?
Que bom é ouvir tais palavras. Porém, é-nos complicado definir o nosso som concretizando-o num espaço bem delimitado. Passa por muitas influências e por muitos objectivos e ainda tem muito para evoluir. Achamos que é justo admitir uma linha transversal ao nosso trabalho que é a intensidade e o entusiasmo com que nos lançamos a cada música, um som intenso e entusiasta.

Fala-se muito dessas influências e de como são fáceis de identificar no álbum Salto. Quem são elas?
Ui, essa é complicada. O álbum foi feito durante um ano e tal, por isso as nossas influências passaram muito pelo que ouvimos ao longo nessa altura. Poderiam escrever-se algumas páginas de bandas e produtores que nos influenciaram. Há muitos nomes que nos acompanharam durante esse ano.

Gravar um álbum a par da licenciatura em Produção e Tecnologias da Música parece ter resultado numa mistura experimentalista e diferente. Como foi o processo criativo?
Foi feito de trabalho, de ouvir muita música e de fazer muitas experiências e gravações. Não tínhamos pressa mas queríamos muito mostrar aquilo que andava nas nossas cabeças. Por isso, trabalhámos praticamente todos os dias do ano a pensar naquele que seria o nosso primeiro álbum.

Pode esperar-se o mesmo de um segundo disco – a frescura das experiências e influências claras?
Claro que sim! É por aí que queremos ir! Pode ter mais ou menos experiências, ainda não sabemos bem, mas é certo que pode dar muitas voltas em relação ao primeiro. No fim, o que conta mais é ver a reacção do público.

Como foi essa reacção na abertura do palco principal do Super Bock Super Rock? Como encararam esse desafio, dado que o vosso álbum de estreia tinha acabado de sair?
Foi realmente uma grande responsabilidade e um grande orgulho ter a oportunidade de poder abrir o palco principal de um festival tão importante em Portugal. Foi uma sensação muito boa! Estávamos mesmo muito contentes por estar ali a tocar, por estar um óptimo fim de tarde e por haver já um bom número de pessoas que nos queriam ver e muitos que até já sabiam algumas músicas!

E estiveram também no Paredes de Coura. Este é o ano dos Salto?
Este é o ano em que mostramos o nosso primeiro álbum. É interessante que, actualmente, em Portugal todos os anos há muita música nova e com muita qualidade a ser feita. É mesmo muito bom podermos mostrar a nossa música e haver gente interessada em ouvi-la. Quanto aos concertos, tem sido uma experiência nova porque agora tocamos com baterista, o Tito, e isso tem sido um grande desafio pois queremos ter um concerto que seja realmente uma festa.

O público está a aderir ao álbum, Salto?
Está sim. Muita gente tem vindo falar connosco acerca do álbum a dar os parabéns, a dizer “finalmente” e alguns até dizem que se sentem bem quando o ouvem, o que nos deixa mesmo muito felizes!

Porquê a escolha do New Max para produzir o álbum?
Por tudo o que já fez na música portuguesa. Por ter produzido os discos de Expensive Soul. É claramente alguém muito importante no panorama musical português e que nos ajudou muito.

Como descrevem, em algumas palavras, os temas que fazem parte do Salto?
Uma viagem por diferentes paisagens sonoras e cores. Queremos muito que façam essa viagem!

Diz-se que são a revelação da música nacional para o Verão. Onde é que estas músicas devem ser ouvidas?

É muito interessante ser apelidado como um álbum de Verão embora não tenha sido feito a pensar exactamente nisso, mas sim numa vontade de fazer as pessoas cantarem e mexerem-se (vale dançar, saltar, moshpit, crowdsurf). Pode e deve ser ouvido em qualquer lugar. Se for um momento partilhado com alguém, há quem diga e jure a pés juntos que é espectacular!

Os Salto andam atrás de…
…quem não quer ver.

O Martim em banho-maria na Pensão Amor


Dá pelo nome de Martim e acrescenta o artigo definido para afastar possíveis confusões. Toca baixo, "que é para não fazer muito barulho" e está a chegar-se à frente com o disco de estreia, Em banho maria. Senhoras e senhores, O Martim.

Já o vimos atrás do contrabaixo no programa 5 Para a Meia-noite e ao lado de B Fachada. Teve vontade de saltar para a frente do palco, com melodias para fazer bater o pé (Basta ouvir 'Banho maria', o single de apresentação) e letras de poeta de bairro (como a de 'Cais do Sodré'). Foi assim que Martim se mostrou na Pensão Amor, na passada terça-feira, num concerto cheio de amigos, familiares e turistas que não terão percebido nada do que se cantou.

O espaço dá espectáculo só por si e faz instalar uma atmosfera de revivalismo que pouco tem a ver com a música d'O Martim. Uma pop fresca, leve e apetecível.

É quase sempre despreocupada - "Se o Mourinho fosse um carro não tinha metade do estilo que o meu tem/ o meu carro não é betinho apesar de ser de Belém" ('Honda Blues').

Às vezes, vai ao romantismo amargo - "A cor dos teus cabelos é tão menos escura do que tu/ como é que pode um ser tão belo assim ser a encarnação de Belzebu" ('Belzebu, meu amor').

Sempre divertida - "Já nem sei se estar só é melhor que em má companhia/ o que eu não dava p'ra poder tomar banho com a Maria" ('Banho maria'). "É domingo e o telefone toca, é domingo de manhã/ a carteira vazia a cabeça dói e acabou-se o Guronsan" ('Domingo de manhã').

Letras à parte, o melhor deste projecto é a música. Ao vivo, cresce e torna-se ainda melhor.  O blues soa a blues, a pop faz dançar, e há um solo da teclista da banda que impressiona (e que recuperou a atenção dos turistas na Pensão Amor).

Em banho maria já está à venda, pode ser comprado aqui e ouvido em toda a parte. O Martim vai tocar no Clube Ferroviário a 19 de Setembro, no Quiosque Maritaca (Avenida da Liberdade) a 4 de Outubro e no MusicBox a 5 de Outubro.
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He goes by O Martim, the one and only. His debut album, Em banho maria, is a set of nine fun and toughtful songs, with great melodies. He is a bold rookie in the Portuguese music scene, I tell you that.

Playing guitar and contrabass and some other instruments, O Martim is a great musician and he surrounded himself with talented colleagues, putting up a great live band. If you're in Lisbon in the next weeks, you can catch the band live at:
Clube Ferroviário (Santa Apolónia), September 19th
Quiosque Maritaca (Avenida da Liberdade), October 4th
MusicBox, October 5th.

Till then, take a listen to the album here.

14 Sep 2012

Preview VI: a melancholic Fall with Luísa Sobral


die. born. die back to the start.

David Fonseca invites Luísa Sobral into Seasons: Falling.

Out September 21st.

Preview V: loving Seasons: Falling


I won't let you go

This is a one-minute preview. It's beautiful to go through the comments to this video and read that people are already loving Seasons: Falling just by listening to these previews.

Out September 21st.

9 Sep 2012

ERP Remember Cascais: Liz Mitchell, Sétima Legião e Bonnie Tyler


Ao segundo dia do ERP Remember Cascais, os anos 1980 apareceram como não tinham feito na abertura do festival. Os brilhos, as lantejoulas, o rock e as letras épicas trouxeram a nostalgia do passado a um recinto já mais composto do que no primeiro dia.

A primeira a subir ao palco foi Liz Mitchell. A voz dos Boney M agarrou o público desde o primeiro minuto, quando apareceu depois da apresentação feita por um mestre de cerimónias parecido com Louis Armstrong, a sugerir que o concerto da artista teria contornos de um verdadeiro espectáculo americano.

E teve. Liz Mitchell surgiu, em jeito de entrada simples e num fato de lantejoulas púrpura, e recolheu logo a empatia do público com quem ia interagindo. A primeira música, entoada a capella, foi 'Amazing Grace', seguindo-se 'Sunny'. O público canta e vai ao rubro, pela primeira vez no festival, com 'Daddy Cool'.

Liz Mitchell parecia ter sido a única, até àquele momento, a compreender o objectivo do festival revivalista e a ir ao encontro das expectativas do público - ouvir os hits da juventude (foi o que faltou ao primeiro dia). Uma cover de 'No Woman No Cry' lança a recta final do concerto, que inclui o êxito dos Boney M, 'Rivers of Babylon' e o hino dos Beatles, 'Let it Be'. Nem público nem artista queriam ver o final do concerto e Liz Mitchell pede mesmo para cantar mais uma música, fora do alinhamento, despedindo-se com uma mensagem de união deixada ao público.

Os Sétima Legião sobem ao palco pouco depois, com muitos espectadores a chegar propositadamente a essa hora para ver a mítica banda portuguesa. Diferem dos outros artistas que actuaram no festival, em som, letras e espírito. Nota-se que os anos 1980 lá fora foram vividos de maneira diferente em Portugal. Mas nota-se a influência do que se passava no mundo, quando o grupo traz ao festival Joy Division.

E, mesmo assim, a actuação dos Sétima Legião não poderia ter sido mais adequada ao espírito revivalista do festival, dado que 2012 é ano de reunião especial da banda. 'Por Quem Não Esqueci' arranca o coro mais sonoro que se ouviu.

Pelo menos até à chegada de Bonnie Tyler, a quem coube - e bem - o encerramento do ERP Remember. Como Mitchell, Tyler entendeu que a maneira de agarrar o público passaria por cantar os maiores êxitos, seus e de outros. Partilhando a simpatia daquela, mas em versão glam rock de voz a arranhar, a britânica falou de Portugal e de como se apaixonou pelo país, especialmente pelo Algarve. Ganhou pontos.

A primeira homenagem foi a Robert Gibb, o membro dos Bee Gees com quem colaborou e que faleceu em Maio deste ano. A cantora dedicou-lhe 'To Love Somebody' e prosseguiu num concerto de revisão da sua carreira. Foi buscar o primeiro álbum, de 1976, e o primeiro grande êxito nos Estados Unidos - 'It's a Heartache'. Recupera Fleetwod Mac, Bryan Adams ('Straight from the Heart' faz as delícias do público), Janis Joplin e Tina Turner (fazendo questão de dizer que gravou 'Simply the Best' antes da americana a ter tornado famosa). 'Total Eclipse of the Heart' e 'Holding Out for a Hero' não podiam ter faltado.

Acaba o concerto e o festival. A primeira edição do ERP Remember Cascais teve boa intenção, mas concretização insuficiente a avaliar pelo espaço vazio que ficou no recinto. A mensagem do patrocínio principal - o da European Recycling Platform (ERP) - ficou-se pelos cartazes que alertavam para a necessidade de reciclar e uma decoração original com electrodomésticos reutilizados na área VIP. Faltou divulgação do bom cartaz que se conseguiu reunir. Espera-se que a iniciativa se repita no próximo ano, com mais ambição, pompa e circunstância. Como tiveram os 80s.

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On the second day of ERP Remember Cascais, the 80s really made an appearence. The sparkles, the sequins, the rock and the epic lyrics brought the nostalgic feeling to Cascais along with a bigger crowd than on day 1.

Liz Mitchell was the first to come up on stage and she hooked the crowd right from the begining, with an a capella version of 'Amazing Grace'. In a purple sequin outfit, the voice of Boney M connected with the audience with sweet words and songs like 'Sunny'. People really sung out for the first time in the festival with 'Daddy Cool'.

Liz Mitchell seemed to be the only one to understand what people were expecting from the shows - to re-live the past through the songs that they use to listen to back then.

A cover of 'No Woman No Cry' launched the final part of the concert, which included Boney M's hit 'Rivers of Babylon' and The Beatles' anthem 'Let it Be'. No one wanted the show to end and Liz Mitchell even asked to play one song that was not in the set-list. She said goodbye with a message of peace and union.

The only Portuguese band to play the festival was Sétima Legião. We could see the contrast between the style and lyrics of the international artists and Sétima Legião - they showed how the 80s were different in Portugal. Despite that, their performance couldn't have been more adequate to the festival's spirit given that Sétima Legião are having a special reunion in 2012.

Bonnie Tyler was the right person to close the festival. Like Liz Mitchell, she knew how to hook people on to the show by singing some of 80's biggest hits. Besides, Tyler told all about how she loves Portugal and especially Algarve.

Looking back to her career, Bonnie Tyler brought the 1976 song 'It's a Heartache', her big break. She covered a lot of artists. The first cover was the Bee Gee's song 'To Love Somebody' as an homage to the late Robet Gibb. Bonnie Tyler also brought Fleetwod Mac, Bryan Adams ('Straight from the  Heart' is always a crowd-pleaser) Janis Joplin and Tina Turner (and she even stated that she recorded 'Simply the Best' before Tina Turner made it famous). Bonnie Tyler's 'Total Eclipse of the Heart' and 'Holding Out for a Hero' were some of the last songs.

It was only sad to see the venue half empty during the festival. It lacked a better and bigger promotion of the good line up. Hopefully, ERP Remember Cascais will come back next year, this time with that greatness of the true 80's spirit.

ERP Remember Cascais: F.R David, Alphaville e Ali Campbell


O primeiro dia do festival ERP Remember Cascais arrancou com F.R David. O cantor francês fez-se apresentar com o seu estilo próprio, em blazer e óculos de sol. O pico do concerto chegou com 'Words', hino de uma geração apaixonada e nostálgica para quem o festival era especialmente direccionado.

Pouco público, pouco entusiasmo com o primeiro concerto e uma noite de Verão fria. Os anos 80 tardaram em fazer-se sentir mas deram sinais de chegada quando os alemães Alphaville subiram ao palco. Com uma notória melhoria no entusiasmo geral, a banda conseguiu fazer mexer a audiência, logo aos primeiros acordes.

Os pedidos de aplausos do vocalista, Marian Gold, foram ouvidos e acatados pelos espectadores, que esperavam por êxitos como 'Big in Japan' e 'Forever Young'. Os clássicos ficaram perdidos no meio do repertório e entre tímidos coros vindos do público. Pouco alemães na forma de estar, é curioso ver como os maneirismo e gestos dos anos 1980 perduram até hoje nos Alphaville, como em todos os artistas que subiram ao palco do Remember.

A fechar a primeira noite, Ali Campbell traz os ritmos jamaicanos dos 80s até Cascais. O representante dos UB 40 fez esperar os espectadores, que queriam ouvir sobretudo 'Red Red Wine'. Cerca de duas horas de concerto depois, o hit dos UB 40 faz-se ouvir num recinto meio cheio.

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ERP Remember Cascais took place in Cascais this weekend. The first edition of the revival festival counted with F.R David, Alphaville and Ali Campbell on the first night of the event.

The french singer brought his very own style, blazer and shades included. The highlight of his concert came with 'Words', the anthem of a nostalgic generation, the target of the festival.

Small crowd, little enthusiasm and a cold Summer night. The 80s were late to the party but showed up when Alphaville came up on stage. The German band made the crowd clap and dance to hits such as 'Big in Japan' and 'Forever Young'. Nevertheless, the classic songs were kind of lost in the set list.

Presenting themselves not in a very German way, it's curious to see that the band (much like all artists in the festival) preserved the dance moves and act that made them part of the 80s scene.

Ali Campbell closed up the first night by bringing Jamaica to Cascais. The UB 40 ex-member kept the audience waiting until the end of the two hour-show to listen to 'Red Red Wine'.

Preview IV: the wild and young in Seasons: Falling


wild. young. young. wild.

Seasons: Falling - September 21st

6 Sep 2012

ERP Remember Cascais: o revivalismo dos 80s


Podem ir ao armário buscar o blusão de cabedal. Tragam as plumas, os padrões bizarros e os neons. Os anos 1980, década marcante no que toca à música, não passaram.

É já no próximo fim-de-semana que Cascais recebe um festival inspirado no revivalismo e nostalgia que os 80s inspiram, um pouco por toda a Europa. Vêem ao Hipódromo Manuel Possolo estrelas daquele período da música e trazem consigo alguns hits que marcaram gerações. Para ver, ouvir e dançar a 7 e 8 de Setembro, com entradas a 30 euros para um dia e a 50 euros para os dois. Os concertos começam às 20h30.

7 de Setembro
Ali Campbell
Foi um dos fundadores dos britânicos UB 40, mas lançou-se a decisão de deixar a banda coincidiu com o lançamento da carreira a solo. Para trás, ficaram 30 anos de história e músicas como 'Red Red Wine'.


Alphaville
Já estiveram em Portugal várias vezes, a primeira em 1998. O repertório da banda alemã inclui músicas incontornáveis quando o assunto é anos 1980. 'Forever Young' é um clássico mas 'Big in Japan' não lhe fica atrás.


F.R David
"Words... don't come easy". Clássico. O francês F.R David é o cabeça-de-cartaz do primeiro dia do ERP Remember Cascais e terá de tocar, claro, o hit que deixou a sua marca um pouco por todo o mundo.


8 de Setembro
Bonnie Tyler
'It's a Heartache', 'Holding Out for a Hero' e 'Total Eclipse of the Heart'. Quem nunca cantou isto a plenos pulmões numa discoteca ou numa tarde feia de Inverno?!


Sétima Legião
Uma das poucas bandas dos anos 1980 portugueses que não continuaram até hoje. Felizmente, 2012 é ano de reunions e, depois da apresentação no Coliseu de Lisboa, os Sétima Legião juntam-se em Cascais. 'Por quem não esqueci' não pode faltar.


Liz Mitchell
O nome não diz muito, mas as palavras 'Daddy Cool' não deixam margem para dúvidas. Liz Mitchell tornou icónicas algumas músicas dos Boney M, como 'Rivers of Babylon'.



Vai ser interessante ouvir os clássicos de tempos em que ainda nem era nascida, embora com sinais visíveis da passagem do tempo. A minha última experiência do género foi ver a Debbie Harry, com os Blondie e uns anos a mais em cima, a abanar-se no palco principal do Optimus Alive 2011 enquanto tentava passar a alegria de 'Maria' e 'Call Me'.

Ainda assim, há que adorar os 80s. Com tudo o que tiveram, de bom e de mau. De brilhante e de decadente. De glorioso e de piroso.
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Grab your leather jacket and the feathers. Go crazy with the patterns and the neons. The 80s are back.

Next weekend, Cascais will be hosting a revival festival of 80s music. ERP Remember Cascais will take place at Hipódromo Manuel Possolo on September 7th and 8th. Tickets cost 30 and 50 euros (one day and full ticket). Shows start at 8.30 p.m.

September 7th
Ali Campbell
He was one of the founding members of UB 40, but left the band in 2008 after 30 years of history and hits such as 'Red Red Wine'.
 
Alphaville
The German band has been in Portugal quite a few times, since the debut in 1998. 'Forever Young' and 'Big in Japan' are some of the band's most recognised songs.

F.R David
"Words... don't come easy". This is a classic. F.R David is the headliner of the first day of the festival. Hope he will play the hit song that made him famous all over the world.

8 de Setembro
Bonnie Tyler
'It's a Heartache', 'Holding Out for a Hero' and 'Total Eclipse of the Heart'. Everybody must have sung these songs in a disco at one point.

Sétima Legião
They are one of the few Portuguese bands from the 1980s who aren't still running these days. Luckily for us, 2012 is a year for reunions and after playing at Lisbon's Coliseum, Sétima Legião will be playing together again. Looking forward to listen to 'Por quem não esqueci'.

Liz Mitchell
The name may not ring a bell but 'Daddy Cool' says everything. Liz Mitchell put Boney M on the map with songs like 'Rivers of Babylon'.

It'll be really fun  to listen to songs from when I wasn't even born. My last 80s experience was watching Blondie with Debbie Harry trying hard to be like the old times, from hits like 'Maria' and 'Call Me'. Blondie played at Optimus Alive 2011.

Regardless the decadence, you gotta love the 80s - with all the glitter and sparkles and the sappy ballads; with all the glory and tackiness.

Preview III: the drums in Seasons: Falling


everything came tumbling down

It's coming! September 21st.

Birds Are Indie fly high in September


"Era uma vez uma rapariga e um rapaz. Apaixonaram-se". Assim se definem os Birds Are Indie, dupla de Coimbra composta por Joana Corker e Ricardo Jerónimo. Cantam num estilo simples e simpático, com o qual também se apresentaram nos Novos Talentos Fnac 2012.

Aqui ficam as próximas datas de concertos e showcases. É bom vê-los com um mês de Setembro tão preenchido e é bom ver bandas como os Birds Are Indie a crescer - cá dentro e lá fora.

8 de Setembro - Rock'Art Bairrada 2012
O palco chama-se Murmúrio e está bem para o estilo dos Birds Are Indie. Tocam no mesmo dia Gobi Bear e Homem ao Mar. O Rock'Art Bairrada acontece na Anadia.

13 de Setembro - Festival Terrazeando
Depois de ter passado por Espanha no início do Verão, a banda viaja até Santiago de Compostela para actuar no festival Terrazeando. Várias bandas são convidadas a actuar em terraços, como o do restaurante Broa onde os Birds Are Indie se apresentarão. A entrada é livre.

14 de Setembro - La Casa de Arriba Pop
Também em Espanha, Vigo, os Birds Are Indie ocupam a sala La Casa de Arriba Pop.

15 de Setembro - Optimus D'Bandada
Os Birds Are Indie estão entre as 40 bandas que vão tocar no Optimus D'Bandada, no Porto, numa só noite. A banda toca na loja Miss'Opo, onde actuam também Filho da Mãe e Peixe. A entrada também é livre.

21 e 22 de Setembro - Viseu
Viseu recebe o duo de Coimbra para dois especiais.

Já em Outubro, vale a pena também destacar um shoshowcases wcase com apresentação diferente. Será no dia 20 e tem lugar na conferência TEDxCoimbra.

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"Once upon a time there was a girl and a boy. They fell in love." And then there was a band called Birds Are Indie. Joana Corker and Ricardo Jerónimo are a duo (and a couple) based in Coimbra, singing smooth songs. 

I got to see them performing at Novos Talentos Fnac fest and I enjoyed  their simple and sweet style. It's nice to see a calendar full of shows for them and September is an example of that. Check the following dates too choose were you want to see Birds Are Indie live.

8th September - Rock'Art Bairrada 2012
Birds Are Indie will be playing at the Murmúrio stage, along with Gobi Bear and Homem ao Mar. The fest takes place in Anadia.

13th September - Festival Terrazeando (Broa restaurant)
The band returns to Spain this month. Terrazeando is a festival in Santiago de Compostela, where several bands are invited to play in balconies. Free entry.

14th September - La Casa de Arriba Pop
Also in Spain, Birds Are Indie will be playing in Vigo.

15th September - Optimus D'Bandada
In only one night, 40 bands will be playing in several venues in Porto. Birds Are Indie present their music at Miss'Opo store, algon with Filho da Mãe and Peixe (Portuguese guitar players). Free entry.

21st and 22nd September - Viseu
The Portuguese city welcomes the band for a couple of showcases.

In October, Birds Are Indie are set to play a special showcase, at a TEDx conference. On the 20th, the band will have a small presentation at the TEDxCoimbra.

5 Sep 2012

Preview II: Falling with Mallu Magalhães


Monday | Tuesday | Wednesday

Depois do concerto conjunto no Palco Sunset do Rock in Rio Lisboa, David Fonseca convida Mallu Magalhães para o acompanhar num tema de Seasons: Falling, que chega já a 21 de Setembro.

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Here's a new sneak peek of David Fonseca's new album. After playing with Brazilian singer Mallu Magalhães at the Sunset stage at Rock in Rio Lisboa, David Fonseca invited her to record a song for Seasons: Falling.

2 Sep 2012

Preview I: First sneak peek into Seasons: Falling

Seasons: Falling sai já a 21 de Setembro. O primeiro single chama-se 'All That I Wanted' e estreia amanhã às 8h30 na Rádio Comercial. É a continuação de Seasons: Rising e abre o segundo capítulo do diário musical de David Fonseca.

Fica a primeira antevisão do novo disco.


insane

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David Fonseca is about to release the second part of his musical journal, Seasons: Falling. First single premieres tomorrow at 8.30 a.m. on Rádio Comercial.

Here's the first sneak peek into the new album.